Quero falar sobre torcida. Mas não daquela torcida das multidões, das camisas, dos gritos de guerra, das paixões. Quero falar de outra torcida. De outro tipo.
Olha, tem pouca coisa que seja mais verdadeira nesse mundo que torcer pelo outro. E aí tava aqui pensando no tanto que é bonito isso de dispor energia, de intencionar os melhores pensamentos, de ter "frio na barriga alheio", de compartilhar aflições, tudo pela vitória do outro.
Esse torcedor, ele se doa - e aí são muitas as maneiras de se doar - e não quer nada pra si. Tipo mãe na beira do campo de futebol vendo o filho disputar campeonato do colégio, sabe? Mas mais especial ainda por não ser mãe. Já que mãe e torcedor são, na verdade, uma grande redundância.
Verdade que é o outro quem saboreia a vitória, recebe a medalha no peito, leva o troféu pra casa. O que o torcedor ganha é a alegria irradiada. Não tem olho que não brilhe. Porque alegria compartihada e comemorada reverbera. E acredito mesmo(!) que isso seja recompensador sempre!
Dia desses, em meio a uma multidão descontextualizada, recebi um abraço amigo acompanhado de um "boa sorte" tão de verdade que continha naquele único abraço os braços de toda uma romaria e umas 300 palavras prensadas naquelas duas. Era disso que eu tava falando. E que na hora não pude falar pelo nó na garganta causado pelo recado entendido.
Coisa boa é torcer. Coisa boa é ter torcida. Eu reconheço a minha no olhar. Ela não é pequena e eu falo isso sem nenhuma modéstia. Torcida dessas se conquista é com amor recíproco. E por eles eu torço, mentalizo, peço, me esfolo, visto camisa, brado, tomo partido...fica até meio parecido com aquela outra torcida lá. Quero que vençam, quero que sejam felizes, que os olhos brilhem, que os sorrisos explodam, e depois quero ficar ali por perto, esparramada na alegria irradiada.
Essa torcida aí, desse jeitinho aí, ela é tão genuína, mas tão genuína, que aquele personagem que sempre haverá, o que torce contra, o secador, pfff, ele fica tão pequenino e inexpressivo que imagino que nem tenha mais caracteres pra que se possa terminar de falar dele nesse text
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Que chova rã enquanto toca o baião!
Martina: preciso te contar um episódio rapidola. cabe? Eu: cabe. cabe uma penteadeira. Martina: sábado ganhei de aniversário o disco novo do Chico. ouvi domingo enquanto fazia um escondidinho de macaxeira com carne seca DOS DEUSES lá em casa daí enquanto rolava uma faixa que é um baião eu soltei "ai, gente, tão Yara* isso..."aí a Luana: "cara, pois eu quero te dizer q é a música favorita dela"
Eu: ééééééé. é mesmo! poutaqueôpariu, vou chorar. Martina: eu te juro pela saúde do Matheus*
Eu: martina, onde tá a menina escrota que eu tinha dentro de mim? ai, agora é tudo um marejamento só, credo.
Martina: não é da minha época. desculpa te dizer isso assim. Eu: mas, me diz, SÓ ME DIZ, o que é aquilo do coração que o indivíduo ora enche ora esmaga que nem fole de acordeão? EGUA! olha, eu dei um grito mesmo quando ouvi essa música a primeira vez porque juro pra ti que ja tinha pensado nisso, mas nem sou o Chico pra conseguir fazer sair do pensamento assim pronto pra consumo, saca? Martina: saaaaco Eu: "Meu coração / Que você sem pensar / Ora brinca de inflar / Ora esmaga. / Igual que nem / Fole de acordeão / Tipo assim num baião / Do Gonzaga"*
Martina: hahahahahahahha. cara, o que todo mundo quer é um amor, olha. QUE CHOVA RÃ SE EU TIVER FALANDO MENTIRA!
Eu: ééééééé. é isso!
Martina: daí a gente tem, né. aí a gente reclama ama ama ama
Eu: éééééé. é uma maluquice esse negócio de amor, bicho. uma maluquice!
__________________________________________________*Yara, por um acaso, sou Eu. Ou é como a Martina me chama, entre outras variações.*Matheus é o sobrinho lindo cor de caramelo da Martina que ela ama muito e que só jurou por ele porque é a mais pura verdade. *E aqui está a riqueza de música do Chico que contem a "metáfora mais bonita da cidade": [Tipo um baião - Chico Buarque]Eu: éééééé. é uma maluquice esse negócio de amor, bicho. uma maluquice!
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Diga-me o que cantas e te direi os males que espantas
Não sei o tipo de curto circuito que deu na minha cabeça enquanto dormia, mas o fato é que acordei e passei o dia IN-TEI-RO com uma música do Raça Negra a tocar no pensamento.
“Então vem (então vem) / maltrata de vez (maltrata de vez) /
estou com saudade e a tua maldade me faaaaz deliraaaaar /
Te perder (te perder) / Eu não vou resistir (eu não vou resistir) /
Eu vivo sofrendo, estou te querendo nasciii pra vocêêê...”
estou com saudade e a tua maldade me faaaaz deliraaaaar /
Te perder (te perder) / Eu não vou resistir (eu não vou resistir) /
Eu vivo sofrendo, estou te querendo nasciii pra vocêêê...”
Acho engraçada essa dorzinha de cotovelo dos pagodes românticos. Ninguém se esgoela, sabe? Ninguém grita, ninguém puxa cabelo. Está lá a dor, a perda, a saudade, a traição, mas tudo se canta dançandinho em passos iguais, para um lado e para o outro, e com cara boa. É engraçado o sofrer do pagode.
Totalmente diferente, por exemplo, do sofrimento do samba. O sofrimento do samba é classudo, é d´outro nível! Por mais sofrível que seja, o sofrer do samba é um sofrer digno. Acho lindo o sofrer do samba. Acho mesmo.
Zi, amiga minha, ficou, então, achando que poderíamos fazer uma escala do sofrimento. Uma linha. Do sofrimento light ao completo descabelamento.
Adverti, logo. Descabelamento é com Bethânia!
"Vou te envolver nos cabelos / Vem perde-te em meus braços /
PELO AMOOOR DE DEEEUSS /
Vem que eu te quero fraco / Vem que eu te quero tolo /
Vem que eu te quero todo meu"
PELO AMOOOR DE DEEEUSS /
Vem que eu te quero fraco / Vem que eu te quero tolo /
Vem que eu te quero todo meu"
Ninguém que já tenha ouvido esse “PELO AMOOOOR DE DEEEUS” gritado por Bethânia pode passar incólume a essa vontade de puxar os cabelos. E se saiu ileso disso, olha, não veio mesmo ao mundo para se descabelar!
Pra não ser injusta, colocaria no mesmo patamar deste “peloamordedeus”, Elis Regina cantando “Atrás da Porta”, naquela parte em que o grito vai crescendo e depois vai decrescendo até virar um murmuro:
“E me arrastei / e te arranhei / e me agarrei nos teus cabeeeeeelos /
no teu peeeeito / teu pijaaaaama / nos teus pés / ao pé da cama...".
no teu peeeeito / teu pijaaaaama / nos teus pés / ao pé da cama...".
Ê, laiá.
No extremo oposto do descabelamento, Zi sugeriu Jorge Aragão. Fazendo jus àquele primeiro raciocínio de que o sofrimento do pagode é light. O sofrer do Jorge Aragão é do tipo que já passou. O cara tá ali contando pros amigos como foi, mas já tá meio superado, com a cara boa, sorrisão, dançandinho e coisa e tal.
“Logo, logo, assim que puder vou telefonar. / Por enquanto tá doendo. /
E quando a saudade puder me deixar cantar/ vou dizer que andei sofrendo..”
E quando a saudade puder me deixar cantar/ vou dizer que andei sofrendo..”
Enquanto eu cantava, Ziralda lá, fazendo reguinha e pondo fotos dos ícones com o trecho da música ao lado, e nos lembramos, quase que ao mesmo tempo, do nosso querido Fagner. Como deixar de fora?
O sofrer do Fagner é um sofrimento rasgado. Com vogais abertas. Com sotaque. Com olho fechado. “Deslizes” é o cúmulo!
"Não sei porque insisto tanto em te querer. / Se você sempre faz de mim o que bem quer / (...) /
E é assim que eu perdôo teus deslizes / e é assim o nosso jeito de viver /
Em outros braços tu resolves tuas crises / Em outras bocas na consigo te esquecer"
E é assim que eu perdôo teus deslizes / e é assim o nosso jeito de viver /
Em outros braços tu resolves tuas crises / Em outras bocas na consigo te esquecer"
Sofrer de Fagner tá no mesmo patamar do sofrer de Fafá de Belém. Tudo com sotaque e vogal aberta e olho fechado. Classificaríamos (será?) como um sofrer regional? Não sei. Há que se pesquisar.
Daí, passei à minha teoria do sofrer classudo. O sofrer do samba. Ih, o que não falta é exemplo. Espia a classe do Cartola:
"Chora, disfarça e chora / aproveita a voz do lamento que já vem a aurora. /
A pessoa que tanto queria, antes mesmo de raiar o dia / deixou o ensaio por outra /
Oh! triste senhora / Disfarça e chora"
A pessoa que tanto queria, antes mesmo de raiar o dia / deixou o ensaio por outra /
Oh! triste senhora / Disfarça e chora"
Pura classe! E a lindeza da Dona Ivone Lara cantando “Mas quem disse que eu te esqueço?”:
“Tristeza rolou nos meus olhos do jeito que eu não queria / E manchou meu coração, que tamanha covardia / Afivelaram meu peito pra eu deixar de te amar / Acinzentaram minh'alma, mas não cegaram o olhar / Saudade amor, que saudade / Que me vira pelo avesso, e revira meu avesso / Puseram uma faca no meu peito / Mas quem disse que eu te esqueço / Mas quem disse que eu mereço”
Ficou decidido, então, que em estima à beleza e à elegância do sofrer do samba ele não entraria na nossa escala.
Apartado o samba, encaixamos na escala o sofrer da Katya Cega. Não só em nome do politicamente correto preenchimento da cota dos PNEs, mas por cantar a verdade-verdadeiríssima de que não está sendo fácil mesmo pra ninguém:
“Não está sendo fácil / Não está sendo fáááciiil /
Não está sendo fácil viver assim, você está grudado em mim...”
Não está sendo fácil viver assim, você está grudado em mim...”
E aí, foi mais ou menos assim, nesse caminho e nesse gracejo, que Zi compôs a escala-da-fossa mais incrível do mundo inteiro. Sério! Ainda colocou um bônus lá que... só vendo, só vendo.
Eu juro que queria distribuir pra ajudar os aflitos. Tipo aqueles santinhos de Santo Expedito que dão por aí com a poderosa oração no verso. Um empreendimento totalmente altruísta. Mandar fazer milheiro e tudo, sabe? Porque não deixa de ser uma causa justa e urgente, não é? Mas no lugar do “Devolva-me a paz e a tranqüilidade, Meu Santo Expedito”, bastaria dar play na faixa bônus escalada por Zi. Diz se não tenho razão:
(arte da maior qualidade da minha querida Zi, a quem conhecem por Luena Chaves)
quinta-feira, 9 de junho de 2011
São João, olhai por nós!
Gosto de São João de um jeito assim que às vezes empata com o Carnaval.
Aí, propus aos amigos vatapá, mingau de milho, fogueira, sanfona e banho de cheiro.
A chamada: QUEM TOPAR LEVANTA O DEDO, PINTA O DENTE DE PRETO, VESTE XADREZ E FAZ UM BALANCÊ!
Aí, vieram os MELHORES comentários do mundo:
D: Pintar o dente? Essa festa vai ser tão foda que eu vou é TIRAR um dente da frente!
W: E aí, que eu já comecei a estocar leite para deixar para a nenen. Não sei quando meu organismo estará limpo novamente para amamentar! hehehehehe. Isso é sério!
H: Cuidado pra nao confundir o leite da canjica pelo amor de Deus!
Aí, veio a amiga produtora toda tabalhada na megalomania:
R: Minha sugestão é contratar a Dona Rosana da Tapiocaria Paraense.Vê quantas pessoas confirmam presença e quanto ela cobraria por cabeça. Define menu: tapiocas, vatapá, canjica...
Aí, vieram os casamentos:N: Ahhhh!! Eu queria aproveitar pra casar "de verdade" com meu marido. Posso ser a noiva?!
M: Eu, por mim, todo mundo se casa diante dessa fogueira! Tô casamenteira que é uma coisa! Na falta de casal, sobra padrinho e fica tudo certo. =)
J: Vou levar uma batina porque serei eu o padre e como padre moderno que sou, celebrarei um casamento coletivo e liberal, casarei todo mundo que tiver a fim: casarei homem com mulher, mulher com mulher, homem com homem com homem, casarei mulher grávida de grinalda, casal separados...só não casarei menor de idade porque o Supremo ainda não permitiu e porque também não iria casar mesmo.
E as caipiras assanhadas:
B: Casamento (até na roça)? Tô fora! Mas proponho uma barraca do beijo...hehehehehe
R: Pra beijar não precisa de barraca, tá liberado, não tá, produção?
Aí, propus aos amigos vatapá, mingau de milho, fogueira, sanfona e banho de cheiro.
A chamada: QUEM TOPAR LEVANTA O DEDO, PINTA O DENTE DE PRETO, VESTE XADREZ E FAZ UM BALANCÊ!
Aí, vieram os MELHORES comentários do mundo:
D: Pintar o dente? Essa festa vai ser tão foda que eu vou é TIRAR um dente da frente!
W: E aí, que eu já comecei a estocar leite para deixar para a nenen. Não sei quando meu organismo estará limpo novamente para amamentar! hehehehehe. Isso é sério!
H: Cuidado pra nao confundir o leite da canjica pelo amor de Deus!
Aí, veio a amiga produtora toda tabalhada na megalomania:
R: Minha sugestão é contratar a Dona Rosana da Tapiocaria Paraense.Vê quantas pessoas confirmam presença e quanto ela cobraria por cabeça. Define menu: tapiocas, vatapá, canjica...
Da última vez cobramos X por pessoa com direito a tudo: bebida, comida e pagamos a estrutura de som.Compra umas bandeirolas para enfeitar o sítio, foguetes, estalinhos, etc. Contratamos uma estrutura básica de som e luz. Chama os Djs Se Rasgum (rsrsr) e os amigos e tá feita a festa! : )Ha, tem que rolar o casamento na roça! Definir o Padre e o casal!! Quem é que vai casar em breve?! rsrsrs
M: Amiga, pinta o dente e vem! É o que importa.
Aí, vieram os casamentos:
M: Eu, por mim, todo mundo se casa diante dessa fogueira! Tô casamenteira que é uma coisa! Na falta de casal, sobra padrinho e fica tudo certo. =)
J: Vou levar uma batina porque serei eu o padre e como padre moderno que sou, celebrarei um casamento coletivo e liberal, casarei todo mundo que tiver a fim: casarei homem com mulher, mulher com mulher, homem com homem com homem, casarei mulher grávida de grinalda, casal separados...só não casarei menor de idade porque o Supremo ainda não permitiu e porque também não iria casar mesmo.
E as caipiras assanhadas:
B: Casamento (até na roça)? Tô fora! Mas proponho uma barraca do beijo...hehehehehe
R: Pra beijar não precisa de barraca, tá liberado, não tá, produção?
E uma ótima conclusão:
R: A qualidade da festa se mede pelos preparativos.Uma vai estocar leite, um vai virar padre, o outro vai arrancar um dente.Vamos observar.
BALANCÊÊÊ!!!
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
~PRAIA~
Para ficar em paz:
1-Dirigir por três horas ouvindo música boa; 2-Levar na garupa um neném que acorda sorrindo, se alonga e estala os dedinhos com os braços pra cima pra dançar; 3-Esfoliação com hidratante e açúcar, depois óleo de pitanga e depois banho de mar; 4-Dançar Moraes Moreira na praia como se deserta ela fosse - porque dentro da menina ainda dança; 5-Ouvir a história do grande amor da vida de uma amiga de 86 anos de idade - houve um baile de carnê, um Grande Hotel, uma canção composta e mais de 50 anos de desencontro; 6-Fazer uma amiga de 86 anos de idade; 7-Pôr do sol; 8-Descobrir o achocolatado mais gostoso do mundo - e não lembrar o nome dele; 9-Chorar pelo que normalmente se ri - a história de uma sandália Havaiana do Batman; 10-Rir do que normalmente faz chorar - os desamores; 11-Tentar responder os porquês de um menino perguntador de 03 aninhos de idade; 12-Fotografar digital, analógico, manual, automático, com foco, desfocado etc; 13-Tirar proveito de um belo contra-luz; 14-Batida de côco, Licor 43 e um Cabernet Sauvignon - e não haver ressaca; 15-Ficar tão íntima de Baco, deus do vinho, que ele virou Deco, parceiro nosso; 16-Céu estrelado; 17-Dormir sem esforço (e sem pensar); 18-Acordar sem ter hora (e sem pensar); 19-Almoçar com barulhinho de maré ao fundo; 20-Voltar.
Deixa eu me deitar na tua ~praia~
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terça-feira, 24 de maio de 2011
E se...?
- O que eu faço com a minha saudade? Dobro e guardo no bolso?
- Teu pijama tem bolso? Porque tenho um pijama que tem bolso e nunca entendi pra que servia. Acho que descobriste.
- Não vejo utilidade melhor.
- E se ao dobrar a saudade, a saudade dobrar?
Talvez nós tenhamos descoberto a serventia de um bolso no pijama.
Será pra dobrar a saudade e guardar ali antes de dormir?
Tem saudade dobradinha que nem Origami. Colorida e com cheirinho nostálgico.
Tem mesmo! Mas também tem saudade bolinha de papel com chiclete grudado dentro.
Saudade grudenta, preguenta, que vai e volta, mancha, faz sujeira...argh!
E se esquecer a saudade no bolso e pôr o pijama pra lavar?
Será que saudade desmancha na água?
Se bem que a saudade já é mesmo meio molhada...
E se a saudade dobrada, redobrada e molhada, criar vida própria e se desdobrar por aí?
Levemos a saudade para passear!
- Teu pijama tem bolso? Porque tenho um pijama que tem bolso e nunca entendi pra que servia. Acho que descobriste.
- Não vejo utilidade melhor.
- E se ao dobrar a saudade, a saudade dobrar?
Talvez nós tenhamos descoberto a serventia de um bolso no pijama.
Será pra dobrar a saudade e guardar ali antes de dormir?
Tem saudade dobradinha que nem Origami. Colorida e com cheirinho nostálgico.
Tem mesmo! Mas também tem saudade bolinha de papel com chiclete grudado dentro.
Saudade grudenta, preguenta, que vai e volta, mancha, faz sujeira...argh!
E se esquecer a saudade no bolso e pôr o pijama pra lavar?
Será que saudade desmancha na água?
Se bem que a saudade já é mesmo meio molhada...
E se a saudade dobrada, redobrada e molhada, criar vida própria e se desdobrar por aí?
Levemos a saudade para passear!
*Este post foi escrito a muitas mãos, via facebook, com a colabaração de Luana Oliveira, de Gilda Ribeiro e de Rafael Guedes que teve um ataque de fofura e disse que leva a saudade que sente da gente no bolso d´uma bermuda de usar no sítio. =)
domingo, 22 de maio de 2011
Para guardar rancor/Para guardar amor
O tema debatido noite a dentro foi rancor. Pesado, né? E se pesa só de falar ou escrever, imagina o peso do acúmulo de um monte desses no decorrer da vida.
Eram duas as protagonistas do debate. Uma lembrava de já ter sido muito rancorosa e de hoje, simplesmente, não ser mais. Ou quase não ser. E a outra, dona de um dos melhores corações já vistos, se intitulava rancorosa com orgulho.
Claro que todos os demais debatedores envolvidos, todos muito queridos, sabiam que nem aquela havia garantido seu lugarzinho no céu por estar no time dos sem-rancor e muito menos a outra deixava de ser a dona de um dos melhores corações que conheciam por carregar nele esse desagradável peso. Mas a história rendeu.
A primeira contava que se alguém aprontava com ela na quinta-feira, no sábado já havia esquecido totalmente as razões da mágoa. Que mágoa?. A duração do seu rancor era de mais ou menos 48hs. Ia ficando pequeno até sumir. A outra falava com as mais vívidas lembranças de coisas que aconteceram há anos. E tudo seguia do mesmo tamanho.
E com toda a leveza que se era possível, graças ao amor que os debatedores tinham entre si, construiu-se e destruiu-se argumentos, fez-se piadas, detectou-se confusões. Porque a gente confunde mesmo as coisas. Será que não guardar rancor é sinônimo de se deixar fazer de bobo? E será que para fazer valer o amor-próprio é preciso guardar rancor? Então é assim: os bobos, deixam pra lá, e os cheios de personalidade, levam a ferro e fogo. Que nada! Ali a prova, eram duas bobas e cheias de personalidade, mas com níveis de rancores absolutamente diferentes, e tudo bem.
De qualquer forma, é certo que voltaram pra casa, as duas, ponderando seus rancores (e não-rancores). Soube que a primeira decidiu fazer um caderninho, escrever na capa "Para Guardar Rancores" e anotar ali as 'malvadezas' que lhe fizessem para o caso de precisar lembrá-las. É que ficou dito no debate que é bom, às vezes, lembrar desses desagrados. Não entendeu muito quando nem porquê, mas vai que de fato seja... E ela ficou de recomendar à outra que fizesse um caderninho e escrevesse na capa "Para Guardar Amores", e para cada anotação de amor ela podia riscar um rancor até, quem sabe, zerar a balança.
O dos rancores já foi feito. Por enquanto segue com as páginas todas em branco e bem guardado numa gaveta. Imagina-se que o que for, porventura, escrito, acabará virando anedota. Ou então ele pode ficar ali, na gaveta, em branco e esquecido. É também um destino provável.
...Ah, essas coisas que se guardam em gavetas nunca visitadas. Pra quê? Guardar rancor acumula mofo, dá ácaro. E como já é de conhecimento geral, eu sou alérgica. Não posso. Recomendações médicas.
Eram duas as protagonistas do debate. Uma lembrava de já ter sido muito rancorosa e de hoje, simplesmente, não ser mais. Ou quase não ser. E a outra, dona de um dos melhores corações já vistos, se intitulava rancorosa com orgulho.
Claro que todos os demais debatedores envolvidos, todos muito queridos, sabiam que nem aquela havia garantido seu lugarzinho no céu por estar no time dos sem-rancor e muito menos a outra deixava de ser a dona de um dos melhores corações que conheciam por carregar nele esse desagradável peso. Mas a história rendeu.
A primeira contava que se alguém aprontava com ela na quinta-feira, no sábado já havia esquecido totalmente as razões da mágoa. Que mágoa?. A duração do seu rancor era de mais ou menos 48hs. Ia ficando pequeno até sumir. A outra falava com as mais vívidas lembranças de coisas que aconteceram há anos. E tudo seguia do mesmo tamanho.
E com toda a leveza que se era possível, graças ao amor que os debatedores tinham entre si, construiu-se e destruiu-se argumentos, fez-se piadas, detectou-se confusões. Porque a gente confunde mesmo as coisas. Será que não guardar rancor é sinônimo de se deixar fazer de bobo? E será que para fazer valer o amor-próprio é preciso guardar rancor? Então é assim: os bobos, deixam pra lá, e os cheios de personalidade, levam a ferro e fogo. Que nada! Ali a prova, eram duas bobas e cheias de personalidade, mas com níveis de rancores absolutamente diferentes, e tudo bem.
De qualquer forma, é certo que voltaram pra casa, as duas, ponderando seus rancores (e não-rancores). Soube que a primeira decidiu fazer um caderninho, escrever na capa "Para Guardar Rancores" e anotar ali as 'malvadezas' que lhe fizessem para o caso de precisar lembrá-las. É que ficou dito no debate que é bom, às vezes, lembrar desses desagrados. Não entendeu muito quando nem porquê, mas vai que de fato seja... E ela ficou de recomendar à outra que fizesse um caderninho e escrevesse na capa "Para Guardar Amores", e para cada anotação de amor ela podia riscar um rancor até, quem sabe, zerar a balança.
O dos rancores já foi feito. Por enquanto segue com as páginas todas em branco e bem guardado numa gaveta. Imagina-se que o que for, porventura, escrito, acabará virando anedota. Ou então ele pode ficar ali, na gaveta, em branco e esquecido. É também um destino provável.
...Ah, essas coisas que se guardam em gavetas nunca visitadas. Pra quê? Guardar rancor acumula mofo, dá ácaro. E como já é de conhecimento geral, eu sou alérgica. Não posso. Recomendações médicas.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Chororô
Aquele dia em que a gente chega em casa dando um reino por um banho, cama e pés pra cima e...cadê as chaves? Minha expectativa era de passar pelo menos duas horas pro lado de fora esperando alguém chegar. Juro que deu vontade de chorar.
Mas aí descobri que no hall do prédio tem um banco de balanço. Não é um banco que balança, nem é bem um banco, é tipo uma namoradeira, assim, acolchoadinha, gostosa, e que balança.
Me estiquei ali, peguei um livro na bolsa pra ler e pronto. Estava apta a sobreviver às próximas duas horas. Queria escrever um bilhetinho e colocar por baixo da porta da síndica pra agradecer. Tava tudo bem ali, sério. Deu até vontade de chorar de novo.
Opa, péra lá, chorar de novo? Como assim? Pois é. Foi quando me dei conta - pra fora de casa, suja, cansada, pernas esticadas no banco que balança do hall do prédio - que eu ando muito chorona, muito!
Guardei o livro, a síndica apareceu, eu ofereci o maior sorriso que eu tinha, ela riu sem jeito e apressou o passo, o que acho compreensível.
E aí decidi passar a próxima hora fazendo um pequeno dossiê dessa minha fase “faca de cebola”. Comecei a listar as coisas que ultimamente muito emocionaram esta banana que vos fala. Acontece que a lista ficou meio compriiiiiida, e achei melhor me ater a falar só de 05 chororôs. Deixo os demais anotados no caderninho mesmo.
Dureza.
No filme "Como esquecer?", a personagem Julia (Ana Paula Arósio) pede ao amigo que a amarre numa cadeira. E passa o dia inteiro ali. Amarrada. Sozinha. Em silêncio. Não consigo falar muito sobre a cena. Imagino que ela cause as mais diversas impressões. Eu vi ali tanta coisa. Uma dureza enorme consigo mesma. Uma covardia corajosa (ou uma coragem covarde?) para lidar com a dor da perda. E, por outro viés, uma lealdade e confiança tão bonita de ver entre amigos. Dessas que torna possível entregar na mão do outro e sem questionamentos o seu próprio absurdo e, tudo bem. Eu chorei pelos dois. Por quem é duro consigo mesmo e por quem está ao seu lado e não pode fazer outra coisa a não ser estar ao lado.

Ternura. Exposição "Mínimo, Múltiplo e Incomum", da Keyla Sobral. Já faz meses que vi, mas basta apertar o botão da lembrança e tudo me vem. Não consegui chegar ao final da primeira parede de desenhos sem chorar. Cada um tocava num pedaço de memória e explodia um mundo feito campo minado. Mas em silêncio. Tudo é afeto. Tanta ternura. Daquelas que conversa com o pequenino dentro da gente, sabe. Dava até vergonha de estar assim tão tocada no meio das outras gentes. Mas estou certa que levantasse a vista, constataria que as gentes todas estariam tocadas também. Não olhei. Não quis mesmo importunar o diálogo silencioso que podia estar se travando com o terno de cada um.
Inocência.
A Culpa é do Fidel. Aluguei o filme pela capa e pelo título. Acertei. Bom de ver. Fotografia bonita, drama e humor sutis. Aí tem essa garotinha que se chama Anna e fica muito confusa com a mudança repentina dos seus abastados pais que se transformam em "barbudos, vermelhos, comunistas", tudo culpa do Fidel! Mesmo que o filme se passe na França e que o comunismo do pai da menina tenha origens chilenas. La faute à Fidel! E a menina é de uma rabugice encantadora. Tem uma cena na escola de Anna em que ela confunde ser solidária com seguir a maioria. E fica muito aborrecida porque seus pais ensinaram errado. Como saber quando é um e quando é outro? Eu chorei quando ela entendeu. E é muito bonito ver o caminho que Anna percorre até passar a pensar por ela mesma. Porque solidariedade não se aprende assim mesmo, se forma.
Sermão.
Não sou dada a padres. Não é nada pessoal, mas não sou. Acontece que ouvi um sermão iluminado no casamento de uma amiga amada que, sério, chorei a celebração inteira. Falei pra ela. Aquele padre foi um divisor de águas. Sou uma antes e outra depois daquele sermão. Ele falava sobre o fato de todos nós sermos luz e sombra. E que quando a gente casa, casa com a luz e com a sombra do outro. Vai no pacote. Não leva um se o outro não for. E eu, maquiagem borrada, já incrementava em pensamento o sermão do padre. Claro que há dias em que acordamos sombra e o outro acorda luz. E o contrário também - como não havia de ser? E é claro que isso tudo deve ser mesmo muito difícil. Mas imagina quanta coisa boa a gente pode viver nessa penumbra!
Lariri.
Chorei no primeiro "Lariri..." da música nova do Chico cantada pelo próprio e pela Thais Gulin. E não é porque é do Chico. Se bem que temos todos que convir o qüão difícil deve ser conseguir continuar sendo "o" Chico Buarque depois de ser "o" Chico Buarque há tanto tempo! Ele é incrível. O Chico Namorando Buarque. Acontece que ele letrou com maestria aquela nossa burrice/cegueira/autoenganação de quando estamos abestalhadamente apaixonados. "Ah se eu soubesse..."? Que nada! Ainda que soubéssemos faríamos tudo igualzinho! O Chico canta cinicamente a nossa mentirinha de amor. "Casava com outro se fosse capaz...". Mentira! "Ah, se eu pudesse não caía na tua conversa mole outra vez...". Mentira! "Fugia nos braços de um outro rapaz....". Mentira deslavada! "Mas acontece que eu sorri para ti...e aí...larari, larara, lariri, lariri..." E toda a verdade mora nesse lariri. O Chico Sabido Buarque.
Mas aí descobri que no hall do prédio tem um banco de balanço. Não é um banco que balança, nem é bem um banco, é tipo uma namoradeira, assim, acolchoadinha, gostosa, e que balança.
Me estiquei ali, peguei um livro na bolsa pra ler e pronto. Estava apta a sobreviver às próximas duas horas. Queria escrever um bilhetinho e colocar por baixo da porta da síndica pra agradecer. Tava tudo bem ali, sério. Deu até vontade de chorar de novo.
Opa, péra lá, chorar de novo? Como assim? Pois é. Foi quando me dei conta - pra fora de casa, suja, cansada, pernas esticadas no banco que balança do hall do prédio - que eu ando muito chorona, muito!
Guardei o livro, a síndica apareceu, eu ofereci o maior sorriso que eu tinha, ela riu sem jeito e apressou o passo, o que acho compreensível.
E aí decidi passar a próxima hora fazendo um pequeno dossiê dessa minha fase “faca de cebola”. Comecei a listar as coisas que ultimamente muito emocionaram esta banana que vos fala. Acontece que a lista ficou meio compriiiiiida, e achei melhor me ater a falar só de 05 chororôs. Deixo os demais anotados no caderninho mesmo.
Dureza.
No filme "Como esquecer?", a personagem Julia (Ana Paula Arósio) pede ao amigo que a amarre numa cadeira. E passa o dia inteiro ali. Amarrada. Sozinha. Em silêncio. Não consigo falar muito sobre a cena. Imagino que ela cause as mais diversas impressões. Eu vi ali tanta coisa. Uma dureza enorme consigo mesma. Uma covardia corajosa (ou uma coragem covarde?) para lidar com a dor da perda. E, por outro viés, uma lealdade e confiança tão bonita de ver entre amigos. Dessas que torna possível entregar na mão do outro e sem questionamentos o seu próprio absurdo e, tudo bem. Eu chorei pelos dois. Por quem é duro consigo mesmo e por quem está ao seu lado e não pode fazer outra coisa a não ser estar ao lado.
Ternura. Exposição "Mínimo, Múltiplo e Incomum", da Keyla Sobral. Já faz meses que vi, mas basta apertar o botão da lembrança e tudo me vem. Não consegui chegar ao final da primeira parede de desenhos sem chorar. Cada um tocava num pedaço de memória e explodia um mundo feito campo minado. Mas em silêncio. Tudo é afeto. Tanta ternura. Daquelas que conversa com o pequenino dentro da gente, sabe. Dava até vergonha de estar assim tão tocada no meio das outras gentes. Mas estou certa que levantasse a vista, constataria que as gentes todas estariam tocadas também. Não olhei. Não quis mesmo importunar o diálogo silencioso que podia estar se travando com o terno de cada um.
Inocência.
A Culpa é do Fidel. Aluguei o filme pela capa e pelo título. Acertei. Bom de ver. Fotografia bonita, drama e humor sutis. Aí tem essa garotinha que se chama Anna e fica muito confusa com a mudança repentina dos seus abastados pais que se transformam em "barbudos, vermelhos, comunistas", tudo culpa do Fidel! Mesmo que o filme se passe na França e que o comunismo do pai da menina tenha origens chilenas. La faute à Fidel! E a menina é de uma rabugice encantadora. Tem uma cena na escola de Anna em que ela confunde ser solidária com seguir a maioria. E fica muito aborrecida porque seus pais ensinaram errado. Como saber quando é um e quando é outro? Eu chorei quando ela entendeu. E é muito bonito ver o caminho que Anna percorre até passar a pensar por ela mesma. Porque solidariedade não se aprende assim mesmo, se forma.Sermão.
Não sou dada a padres. Não é nada pessoal, mas não sou. Acontece que ouvi um sermão iluminado no casamento de uma amiga amada que, sério, chorei a celebração inteira. Falei pra ela. Aquele padre foi um divisor de águas. Sou uma antes e outra depois daquele sermão. Ele falava sobre o fato de todos nós sermos luz e sombra. E que quando a gente casa, casa com a luz e com a sombra do outro. Vai no pacote. Não leva um se o outro não for. E eu, maquiagem borrada, já incrementava em pensamento o sermão do padre. Claro que há dias em que acordamos sombra e o outro acorda luz. E o contrário também - como não havia de ser? E é claro que isso tudo deve ser mesmo muito difícil. Mas imagina quanta coisa boa a gente pode viver nessa penumbra!Lariri.
Chorei no primeiro "Lariri..." da música nova do Chico cantada pelo próprio e pela Thais Gulin. E não é porque é do Chico. Se bem que temos todos que convir o qüão difícil deve ser conseguir continuar sendo "o" Chico Buarque depois de ser "o" Chico Buarque há tanto tempo! Ele é incrível. O Chico Namorando Buarque. Acontece que ele letrou com maestria aquela nossa burrice/cegueira/autoenganação de quando estamos abestalhadamente apaixonados. "Ah se eu soubesse..."? Que nada! Ainda que soubéssemos faríamos tudo igualzinho! O Chico canta cinicamente a nossa mentirinha de amor. "Casava com outro se fosse capaz...". Mentira! "Ah, se eu pudesse não caía na tua conversa mole outra vez...". Mentira! "Fugia nos braços de um outro rapaz....". Mentira deslavada! "Mas acontece que eu sorri para ti...e aí...larari, larara, lariri, lariri..." E toda a verdade mora nesse lariri. O Chico Sabido Buarque.
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terça-feira, 29 de março de 2011
Dia do sorriso bonito e do abraço apertado
Ano passado ficou definido, entre uns amados queridos, que hoje, dia 29 de março, seria o "DIA UNIVERSAL DO SORRISO BONITO E DO ABRAÇO APERTADO". Porque nesse dia nasceu uma moleca de sorriso largo, lindo e arrebatador, e de abraços daqueles que amassam a roupa, a cara, o cabelo... sabe, abraço de verdade? Pois é. E aí, hoje é dia de comemorar ter sido arrebatada por aquele sorriso e ter sido amassada naquele abraço. E de lembrar de sorrir e de abraçar sempre. E de agradecer por essa lição. Eu rio, eu abraço e eu agradeço.
Na verdade, na verdade, hoje é um dia de saudade.
Uma saudade que, se irremediável não fosse, melhor remédio não haveria: sorriso bonito e abraço apertado.
Na verdade, na verdade, hoje é um dia de saudade.
Uma saudade que, se irremediável não fosse, melhor remédio não haveria: sorriso bonito e abraço apertado.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Para não esquecer do Carnaval
Versinho da Ida
Fosse eu duas, pulava era os dois carnavais
Mas como umazinha que sou e na falta de muitos reai$
Recife e Olinda ficaram para a próxima
Me encontrem em Ipanema, na Vinícius de Moraes.
----------------------------------------
Versinho de Circo

A razão para a existência da Orquestra Imperial
É mesmo o Circo Voador e o seu Baile de Carnaval.
Sem Amarante, Max Sette e Moreno Veloso
Tapavam buracos: marido de Regina Casé e um crooner misterioso.
Thalma, Jacobina, Domênico e Kassim são mais que suficientes.
Sinceramente, nem percebi que a Nina não estava presente.
Lembro que Fernanda Torres pulava freneticamente fantasiada de Vani
E por alguma razão queríamos porque queríamos que a Thalma cantasse Gaby.
----------------------------------------
Rapidinhas:

Matemática: 02 garrafas de vodka divididas por 04 mocinhas é uma conta que não deve mais se repetir para a felicidade geral da nação das moças de boa família.
Ideia fixa de se fantasiar de noiva no Carnaval não costuma terminar bem e ainda é provável que camufle algum daqueles desejos contidos que usualmente levam as moças à terapia.
Aquela máxima de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço: arquibancada popular da Sapucaí está aí pra relativizar a Física.
----------------------------------------
Novo dito popular:
"Faca de cozinha não serve nem para rasgar suspensório de palhaço"
----------------------------------------
Palavra do Carnaval = Piúba
----------------------------------------
Dança do Carnaval = Magaly
----------------------------------------
Lugar do Carnaval = Praça São Salvador
----------------------------------------
Cena do Carnaval = Volta da Sapucaí, pós desfile da Beija-Flor. Metrô lotado. Muito. Abarrotado. Gente cansada, fantasiada, bêbada, dormindo, de tudo um pouco. 8hs da manhã. Porrada entre duas mulheres. Puxão de cabelo. Arranhão. Uma carioca x Uma turista. E um ser humano vestido de KIKO (aquele, amigo do Chaves) tentando apartar.
----------------------------------------
Diálogos:
No bar (todas de head-band):
- Moço cadê minha vodka? Eu já te entreguei o ticket.
- Não entregou, não. Quem entregou foi ela.
- Ela TAMBÉM. Mas eu já entreguei meu ticket e quero a minha vodka.
- Desculpa é que eu fico confuso com tanta menina com esse troço na testa.
- Ah, e por causa disso tu ficas goiaba?
No taxi:
- Ih, fiz uma corrida com esse taxista ontem, ele é um estúpido.
- Blá, blá, blá, blá, blá (gritinhos, risadas etc).
- Fica quieto que esse taxista é nazista.
- Quê? Passista?
- Fala baixo, pô. Na-zis-ta.
- Anh? Passiva?
- Ai meodeus, NAZISTA!
----------------------------------------
Lista das coisas mais bacanas que aconteceram no "Me Beija Que Eu Sou Cineasta":

1º- Encontrar Marcelo Rubens Paiva bebum, descamisado e com uma cara muito sapeca no meio do bloquinho;
1º- Tomar banho de purpurina azul que na verdade era pó de pirilim-pim-pim pois me devolveu toda a energia para o Carnaval já perdida há dias;
1º- Dançar diminutivos muito queridos: Dominguinhos e Gonzaguinha;
1º- Ser mais uma vez personagem de uma sincronicidade absurda que ainda precisa de mais uns 10 Carnavais para ser compreendida;
1º- Chamarem Otto pra subir no Trio e ele nunca mais descer;
1º- Cantar "Ereção" para o Rubinho Jacobina;
(tem mais...)
E não consigo enumerar por ordem de preferência, então os acontecimentos ficam assim, todos em primeiro lugar.
----------------------------------------
Versinho da Volta
E a viagem feita com o coração apertado,
O dinheiro contado e o humor alterado,
Acabou tendo seu fim por cinco dias adiado.
(tudo culpa do localizador - VGFJ6E - decorado)
E desse tempo esticado ficaram:
Um encontro marcado, um reencontro frustrado,
Um Jeneci(CD) autografado, um Cartola(LP) comprado,
Um banho de cachoeira tomado, um amigo consolidado,
Enfim, um Carnaval, modéstia à parte, muito bem aproveitado.
=)
Fosse eu duas, pulava era os dois carnavais
Mas como umazinha que sou e na falta de muitos reai$
Recife e Olinda ficaram para a próxima
Me encontrem em Ipanema, na Vinícius de Moraes.
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Versinho de Circo
A razão para a existência da Orquestra Imperial
É mesmo o Circo Voador e o seu Baile de Carnaval.
Sem Amarante, Max Sette e Moreno Veloso
Tapavam buracos: marido de Regina Casé e um crooner misterioso.
Thalma, Jacobina, Domênico e Kassim são mais que suficientes.
Sinceramente, nem percebi que a Nina não estava presente.
Lembro que Fernanda Torres pulava freneticamente fantasiada de Vani
E por alguma razão queríamos porque queríamos que a Thalma cantasse Gaby.
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Rapidinhas:

Matemática: 02 garrafas de vodka divididas por 04 mocinhas é uma conta que não deve mais se repetir para a felicidade geral da nação das moças de boa família.
Ideia fixa de se fantasiar de noiva no Carnaval não costuma terminar bem e ainda é provável que camufle algum daqueles desejos contidos que usualmente levam as moças à terapia.
Aquela máxima de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço: arquibancada popular da Sapucaí está aí pra relativizar a Física.
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Novo dito popular:
"Faca de cozinha não serve nem para rasgar suspensório de palhaço"
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Palavra do Carnaval = Piúba
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Dança do Carnaval = Magaly
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Lugar do Carnaval = Praça São Salvador
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Cena do Carnaval = Volta da Sapucaí, pós desfile da Beija-Flor. Metrô lotado. Muito. Abarrotado. Gente cansada, fantasiada, bêbada, dormindo, de tudo um pouco. 8hs da manhã. Porrada entre duas mulheres. Puxão de cabelo. Arranhão. Uma carioca x Uma turista. E um ser humano vestido de KIKO (aquele, amigo do Chaves) tentando apartar.
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Diálogos:
No bar (todas de head-band):
- Moço cadê minha vodka? Eu já te entreguei o ticket.
- Não entregou, não. Quem entregou foi ela.
- Ela TAMBÉM. Mas eu já entreguei meu ticket e quero a minha vodka.
- Desculpa é que eu fico confuso com tanta menina com esse troço na testa.
- Ah, e por causa disso tu ficas goiaba?
No taxi:
- Ih, fiz uma corrida com esse taxista ontem, ele é um estúpido.
- Blá, blá, blá, blá, blá (gritinhos, risadas etc).
- Fica quieto que esse taxista é nazista.
- Quê? Passista?
- Fala baixo, pô. Na-zis-ta.
- Anh? Passiva?
- Ai meodeus, NAZISTA!
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Lista das coisas mais bacanas que aconteceram no "Me Beija Que Eu Sou Cineasta":
1º- Encontrar Marcelo Rubens Paiva bebum, descamisado e com uma cara muito sapeca no meio do bloquinho;
1º- Tomar banho de purpurina azul que na verdade era pó de pirilim-pim-pim pois me devolveu toda a energia para o Carnaval já perdida há dias;
1º- Dançar diminutivos muito queridos: Dominguinhos e Gonzaguinha;
1º- Ser mais uma vez personagem de uma sincronicidade absurda que ainda precisa de mais uns 10 Carnavais para ser compreendida;
1º- Chamarem Otto pra subir no Trio e ele nunca mais descer;
1º- Cantar "Ereção" para o Rubinho Jacobina;
(tem mais...)
E não consigo enumerar por ordem de preferência, então os acontecimentos ficam assim, todos em primeiro lugar.
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Versinho da Volta
E a viagem feita com o coração apertado,
O dinheiro contado e o humor alterado,
Acabou tendo seu fim por cinco dias adiado.
(tudo culpa do localizador - VGFJ6E - decorado)
E desse tempo esticado ficaram:
Um encontro marcado, um reencontro frustrado,
Um Jeneci(CD) autografado, um Cartola(LP) comprado,
Um banho de cachoeira tomado, um amigo consolidado,
Enfim, um Carnaval, modéstia à parte, muito bem aproveitado.
=)
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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Onze meses depois...
Dentre tantas coisas fantásticas e com sotaque que aconteceram no Carnaval do ano passado (Recife/Olinda-PE) teve uma que me deixou encafifada (desassossegada, em bom pernambuquês) esse tempo todo: Na porta de entrada da Festa "Sem Loção", um aviso em papel A4 feito às pressas (como se não houvesse muito tempo para impedir a tragédia) impresso em negrito, sublinhado e capslock com a frase "PROIBIDA A ENTRADA DE DEBORA SECCO".
Foram meses de elocubrações até aceitar que nem sempre saberemos os porquês das coisas - assim é a vida, meus senhores - e, enfim, me rendi ao riso pelo riso.
Por sorte e para a minha boa saúde, a curiosidade que há tanto vem matando o gato, nunca me matou. Ri. Na verdade, morri de rir. Fotografei. Espalhei a história. E deixei rolar...
E aí que às vesperas do aniversário de 01 ano da visão daquele aviso encafifante, Lelê, pernambucana, comunica às demais personagens que terá no Rio de Janeiro uma festa muito boa de Recife chamada "Sem Loção". Dou um pulo na cadeira! (Insertar um mini-flashback). Digo que fui àquela festa. Lá mesmo, em Recife. Isso! No Carnaval do ano passado. Lelê ri cinicamente, aquele riso de quem sabe das coisas: "Então, você foi na festa da Debora Secco?"
E finalmente eu soube.
Debora Secco estava na cidade para gravar um comercial qualquer (ou algo do tipo, isso não é importante para a trama) e soube que aconteceria a festa. Hype, descolada e alternativa, teria anunciado que pretendia por lá aparecer - o que foi publicado em alguma coluna, ou revista, ou espalhou-se mesmo no boca-a-boca de sotaques de "tês" e "dês" tão queridamente pronunciados. Os organizadores da "Sem Loção", preocupadíssimos com a boa reputação da festa, teriam tratado de tomar a urgente providência. E foi assim que afixou-se na porta de entrada o fantásTico aviso: PROIBIDA A ENTRADA DE DEBORA SECCO.
Se ela foi? Jamais saberemos...
Se ela soube? Tomara. Porque a história é tão boa, tão boa, que merece ser levada na esportiva.
Eu, livre da ignorância, quase um ano depois, ri tudo de novo!
Foram meses de elocubrações até aceitar que nem sempre saberemos os porquês das coisas - assim é a vida, meus senhores - e, enfim, me rendi ao riso pelo riso.
Por sorte e para a minha boa saúde, a curiosidade que há tanto vem matando o gato, nunca me matou. Ri. Na verdade, morri de rir. Fotografei. Espalhei a história. E deixei rolar...
[Corta a trilha sonora do frevo e do maracatu]
CENA: RIO DE JANEIRO. GERAIS. EXTERNAS. DIA/NOITE
Entra a trilha sonora do samba. Planos de paisagens do RJ. Anoitece na praia. O calçadão se ilumina. Corta para o Bairro de Botafogo. Bar lotado.
LEGENDA: Onze meses depois...
CENA: BOTECO SALVAÇÃO. INTERIOR. NOITE.
Mesa de bar. Noite festiva, animada. Maíra, Renata, Mari e Lelê comemoram o aniversário de Danielle. Todas bebem, felizes. (E o que mais a direção imaginar)
CENA: RIO DE JANEIRO. GERAIS. EXTERNAS. DIA/NOITE
Entra a trilha sonora do samba. Planos de paisagens do RJ. Anoitece na praia. O calçadão se ilumina. Corta para o Bairro de Botafogo. Bar lotado.
LEGENDA: Onze meses depois...
CENA: BOTECO SALVAÇÃO. INTERIOR. NOITE.
Mesa de bar. Noite festiva, animada. Maíra, Renata, Mari e Lelê comemoram o aniversário de Danielle. Todas bebem, felizes. (E o que mais a direção imaginar)
E aí que às vesperas do aniversário de 01 ano da visão daquele aviso encafifante, Lelê, pernambucana, comunica às demais personagens que terá no Rio de Janeiro uma festa muito boa de Recife chamada "Sem Loção". Dou um pulo na cadeira! (Insertar um mini-flashback). Digo que fui àquela festa. Lá mesmo, em Recife. Isso! No Carnaval do ano passado. Lelê ri cinicamente, aquele riso de quem sabe das coisas: "Então, você foi na festa da Debora Secco?"
E finalmente eu soube.
Debora Secco estava na cidade para gravar um comercial qualquer (ou algo do tipo, isso não é importante para a trama) e soube que aconteceria a festa. Hype, descolada e alternativa, teria anunciado que pretendia por lá aparecer - o que foi publicado em alguma coluna, ou revista, ou espalhou-se mesmo no boca-a-boca de sotaques de "tês" e "dês" tão queridamente pronunciados. Os organizadores da "Sem Loção", preocupadíssimos com a boa reputação da festa, teriam tratado de tomar a urgente providência. E foi assim que afixou-se na porta de entrada o fantásTico aviso: PROIBIDA A ENTRADA DE DEBORA SECCO.
Se ela foi? Jamais saberemos...
Se ela soube? Tomara. Porque a história é tão boa, tão boa, que merece ser levada na esportiva.
Eu, livre da ignorância, quase um ano depois, ri tudo de novo!
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Pérolas de Reveillon
Acabo de descobrir que, na noite do reveillon, deveria comer 12 uvas, fazer 12 pedidos e guardar os caroços na carteira. Acontece que comi só 7, morrendo de rir e desconcentrada, e não tinha caroço nenhum porque eram uvas Thompson.
Será que garanto ao menos o 1º semestre?
Por que se os deuses da mandinga aceitarem esse pequeno ajuste, é só esperar chegar agosto (aniversário também é ano novo, não é?) eu como as outras 5 e fica tudo certo!
Comidas as uvas e fingidos os caroços, fui à praia pular as 7 ondinhas. Dessa vez o número estava correto (né?).
Acontece que a praia era de rio e o vento não foi convidado pro reveillon. E aí que formava uma ondinha de nada em intervalos de tempo tão grandes que quase chega 2012 e eu lá, pulando as ondas, enquanto o mundo acaba.
Acho que nem é o caso de lembrar que o arroz de lentilha desandou e virou sopa. Também não vale a pena citar o otimismo de aceitar o que nos vêm e "tomar" a lentilha numa boa, como se sopa fosse. O que só não aconteceu porque na hora de esquentar o panelão fomos jogar video-game e a "sopa" queimou.
Mas ó, os banhos, tomei todos!
E não tem Uva Thompson, lentilha queimada ou praia de rio sem vento que me embargue!
Banho de descarrego, Quebra Feitiço, Vence Demanda, Chama Dinheiro, Chora aos Meus Pés, Comigo Ninguém Pode, Atrativo do Amor etc. Alguma coisa tem que funcionar, hein!
Destaque para os ingredientes do Atrativo do Amor: Agarradinho, Carrapatinho, Chega-te a Mim, Chora aos Meus Pés, Busca Longe, Corre Atrás, Vai e Volta, e Atrativo da Perseguida (Bôta).
Abraços.
E Feliz 2011. Porque ano ímpar é mais legal.
Certo.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
Surya Namaskar
sábado, 22 de maio de 2010
A ligação que eu gostaria de fazer hoje
Fosse possível, hoje eu faria um interurbano pra Ana Amélia, contaria uma fofoca ótima e morreria de rir dos comentários dela.
Cara, tu estás assistindo essa nova novela das 8?
Lembra daquela ultima vez que te visitei em São Paulo?
É, em 2007! E aí tu me levaste pro Satyrianas, te embuletaste com aquele espanhol lindo-maravilhoso-olhos-azuis e me abandonaste (muito bem acompanhada) com tuas amigas atrizes e loucas, lembra?
Pois então. Teve aquele carinha que conheci, achei lindo, bati papo horrores, achei que ele era totalmente meu número, cabelos ruivos e sedosos, divertido e coisa e tal.
Esse mesmo!
Lembra que fiquei toda animada, contei piada, discuti o sexo dos anjos, e até encarei uma fila enorme pra assistir uma peça com uma ex-Malhação que faria sexo com o respectivo namorado, só porque eram amigos dele?
Hahahahahaha. Lembra?
E lembra que quando eu já estava super feliz com a ideia de ter filhos ruivos ele vira pra mim num suspiro e diz "Ai, tô morrendo de saudades do meu namorado que está viajando..." e eu esculhambei porque ele deveria ter me avisado que era gay há pelo menos 3 horas?
Pois então.
Ligo na Globo, novela das 8, e lá está o guri.
Acreditas?
E morro de rir só de imaginar os comentários que viriam do outro lado da linha.
Thanks, Ana. Pelas histórias esdruxulas e pelo humor que transcende e me faz gargalhar até com piadas que não tiveram tempo de acontecer.
Cara, tu estás assistindo essa nova novela das 8?
Lembra daquela ultima vez que te visitei em São Paulo?
É, em 2007! E aí tu me levaste pro Satyrianas, te embuletaste com aquele espanhol lindo-maravilhoso-olhos-azuis e me abandonaste (muito bem acompanhada) com tuas amigas atrizes e loucas, lembra?
Pois então. Teve aquele carinha que conheci, achei lindo, bati papo horrores, achei que ele era totalmente meu número, cabelos ruivos e sedosos, divertido e coisa e tal.
Esse mesmo!
Lembra que fiquei toda animada, contei piada, discuti o sexo dos anjos, e até encarei uma fila enorme pra assistir uma peça com uma ex-Malhação que faria sexo com o respectivo namorado, só porque eram amigos dele?
Hahahahahaha. Lembra?
E lembra que quando eu já estava super feliz com a ideia de ter filhos ruivos ele vira pra mim num suspiro e diz "Ai, tô morrendo de saudades do meu namorado que está viajando..." e eu esculhambei porque ele deveria ter me avisado que era gay há pelo menos 3 horas?
Pois então.
Ligo na Globo, novela das 8, e lá está o guri.
Acreditas?
E morro de rir só de imaginar os comentários que viriam do outro lado da linha.
Thanks, Ana. Pelas histórias esdruxulas e pelo humor que transcende e me faz gargalhar até com piadas que não tiveram tempo de acontecer.
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terça-feira, 1 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Meu seriado mulherzinha favorito
Sério, cara, quem precisa de seriados com 4 personagens dessas atuando na minha vida?
Diálogo 1:
- Não tem desculpa, não adianta. A não ser que ele tenha morrido. Aí tudo bem. Mas se ele não morreu, não dá mais, não dá.
- Calma, amiga, como assim? O que houve?
- Nada. Não houve nada. Simplesmente sumiu. E eu tô aqui igual uma idiota sentada no chão da área de serviço com um bando de detergentes falando baixinho e muito puta. Eu só queria saber se ele morreu, só isso. Posso ligar pra ele só pra saber se ele morreu?
- Não. Não pode. Não agora. Não essa hora. Não sentada no chão da área de serviço com um bando de detergentes.
- Ah, então tá, era isso que eu queria saber. Obrigada, amiga. Vou desligar que tá tarde, tá? Beijo.
Diálogo 2:
- Ele tá aqui.
- Com a namorada?
- Não sei, se for a namorada eles não são um casal que se beija...
- Droga, esse nanico idiota de cabeça chata...
- Cara, a cabeça dele é muito chata, muito!
- Manda ele à merda pra mim?
- Posso mesmo? Olha que eu mando. Tô bêba...
Diálogo 3:
- E aí, mandou mensagem?
- Eu não. Liguei, logo, porque não sou moleca!
- E aí?
- Aí ele foi o homem mais fofo do universo, aquela coisa, passou tudo, e eu sou uma idiota. Me interna.
- Interno. Interno.
Diálogo 4:
- Aí que ele me pediu desculpa, disse que tá arrependido, perguntou se eu ainda queria ir morar com ele...
- Sééério? E aí?
- Ah, perguntou se aquela certeza que eu tinha dele ser o homem da minha vida ainda existia. Eu disse que não.
- Gente, que reviravolta. Mas e aí, como tu estás te sentindo com tudo isso?
- Porra. Tô me sentindo a She-ra!
Diálogo 1:
- Não tem desculpa, não adianta. A não ser que ele tenha morrido. Aí tudo bem. Mas se ele não morreu, não dá mais, não dá.
- Calma, amiga, como assim? O que houve?
- Nada. Não houve nada. Simplesmente sumiu. E eu tô aqui igual uma idiota sentada no chão da área de serviço com um bando de detergentes falando baixinho e muito puta. Eu só queria saber se ele morreu, só isso. Posso ligar pra ele só pra saber se ele morreu?
- Não. Não pode. Não agora. Não essa hora. Não sentada no chão da área de serviço com um bando de detergentes.
- Ah, então tá, era isso que eu queria saber. Obrigada, amiga. Vou desligar que tá tarde, tá? Beijo.
Diálogo 2:
- Ele tá aqui.
- Com a namorada?
- Não sei, se for a namorada eles não são um casal que se beija...
- Droga, esse nanico idiota de cabeça chata...
- Cara, a cabeça dele é muito chata, muito!
- Manda ele à merda pra mim?
- Posso mesmo? Olha que eu mando. Tô bêba...
Diálogo 3:
- E aí, mandou mensagem?
- Eu não. Liguei, logo, porque não sou moleca!
- E aí?
- Aí ele foi o homem mais fofo do universo, aquela coisa, passou tudo, e eu sou uma idiota. Me interna.
- Interno. Interno.
Diálogo 4:
- Aí que ele me pediu desculpa, disse que tá arrependido, perguntou se eu ainda queria ir morar com ele...
- Sééério? E aí?
- Ah, perguntou se aquela certeza que eu tinha dele ser o homem da minha vida ainda existia. Eu disse que não.
- Gente, que reviravolta. Mas e aí, como tu estás te sentindo com tudo isso?
- Porra. Tô me sentindo a She-ra!
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terça-feira, 19 de maio de 2009
Eu vou pra Maracangalha, eu vooouu...

É incrivel como eu e Renatinha não nos aguentamos sem programar uma viagenzinha qualquer. É chegar de uma e agendar a outra, não importa o intervalo de tempo entre as duas, mas a próxima tem sempre que existir em vista.
Colocamos na cabeça que tínhamos que sair de Belém no feriado de Corpus Chrysti, nem que fosse aqui pelo interior: Marudá, alguma dessas Fazendas do sucesso, algo pelo Marajó, algum lugar com cachoeira, enfim. Nosso problema é essa mania terrível e desprovida de finanças de sonhar alto e aí, já viu: toma-lhe www.voegol.com.br e www.tam.com.br
Aí, a gente começa a achar uns trechinhos honestos, tipo São Luís, Fortaleza, essas coisas aqui pelas vizinhanças. É nessa hora que vem o mal da comparação:
- Cara, se é pra pagar quase quinhentos reais por alguns diaszinhos de nada em Fortaleza, melhor juntar uns duzentos a mais e ir pro Rio, não achas? E o que fazer em São Luís, não é o Maranhão que tá debaixo d´água?
Pronto. É o que basta para nossos sonhos alçarem vôos altíssimos, no Fantástico Mundo das Milionárias que Nunca Fomos.
- Pô, mas e se a gente guardar uma grana e viajar em Novembro, tipo Chile e Argentina. Ou tipo Venezuela, Peru e Colômbia. Será que sai muuuito caro ir pra Cuba? Pô, e pegar uma prainha no Caribe ia ser sussa néam?
O pior, ou melhor, sei lá, é que nada disso é descartado. Mas começamos a achar que novembro era, assim, um mês meio distante, e já que abandonaríamos a idéia de feriado de junho, quem sabe ali por julho não rolasse alguma coisa boa...
Putz, tem a FLIP! 01 a 05 de julho, Parati, livros, Chico Buarque, f...
segunda-feira, 30 de março de 2009
Dias plenos
Não que eu saiba, a cada dia, o que eu quero e preciso viver... longe de mim! Nunca sei! Mas quando calha de acertar, nossa! Ao fim desse dia sou quase chata de tão efusiva: pulo, quero abraçar as pessoas, não respiro pra falar, essas coisas.
Lembro de ter me sentido assim quando saí do show do Chico, e depois do da Betânia e depois do último do Los Hermanos, óbvio. Mas também tive essa sensação depois de uma pernada de 14km de uma trilha em Goiás, na apresentação de Ouro Preto aos meus pais, na carona de um caminhão na volta do Hopi Hari, numa saga de 12hs de carnaval de rua no Rio de Janeiro.
E tenho que explicar, para que não pensem que sou de rara felicidade, que esse embasbacamento diante da vida ao fim do dia não me vem não só de grandes feitos, de jeito nenhum!
Pode vir de um bate-papo sobre grandes novidades de amigos distantes, pode vir de uma chinelagem pelos cafundós da cidade, pode vir de uma marchinha de carnaval entoada fora de época e de contexto, pode vir de uma crítica dolorida e transformadora, pode vir da discussão etílica sobre o sexo dos anjos às 6 da manhã em lugar qualquer, enfim!
A verdade é que tenho sido muito injusta nessa fase comprida de reclamar de tudo, uma fase de "ode à rabujice"! Imagina que mesmo com todo o bico do mundo, têm me vindo um monte de dias assim e eu mal os vinha percebendo... quanta bobagem!
Para ter uma idéia (para EU ter essa idéia!) só essas últimas semanas me veio uma lista honesta de dias desses:
1 - quando corri pro aeroporto depois de decidir em dois tempos trocar a passagem frustrada do RJ pro Carnaval para SP pro RadioHead;
2- quando me diverti sozinha bolando presentinho de despedida pra amiga;
3 - quando tive uma conversa franca e necessária, de horas, com o chefe e voltei pra casa com uns tantos quilos a menos;
4 - quando começei uma reforma no meu quarto e planejei outra em mim;
5 - quando me dei conta que meus amigos confiam a mim os seus amigos que se tornam meus também;
6 - quando eu loto uma fila de cinema de companheiras de crise no amor e saem todas de lá mais surtadas ainda;
7 - quando eu carreguei uma penca de gente pra quadra de uma escola de samba no Jurunas e saiu todo mundo de lá sabendo exatamente o que é essa sensação que deu origem a esse post!
quinta-feira, 26 de março de 2009
Sobre a arte de espichar famílias.

Tenho uma família absurdamente família.
Chamar alguns dos meus tios de "tios" soaria até pejorativo, pois a palavra remete sempre àquela figura distante que aperta as suas bochechas algumas vezes no ano enquanto solta no vento aquele velho "oh, como você cresceu!".
Os meus não são desses. São meus amigos. Ora são meus fofoqueiros preferidos, ora meus hóspedes, ora anfitriões, ora meus pais/mães, ora irmãos caçulas, ora meus melhores companheiros de baladas e carnavais.
Acho o máximo a quantidade de vezes que eles se telefonam, é assunto que não acaba nunca. Me faz lembrar eu mesma com aquelas amigas de colégio, entre os 13 e os 14 anos. Espero ter afinidade e cumplicidade assim com minha irmã num futuro grisalho, porque ultimamente a convivência e os assuntos andam meio rarefeitos.
Claro que nem tudo são flores e que estou à milhas e milhas de ser uma filha, irmã, sobrinha etc ideal. Jamais diria a quem fosse que não são complexas essas relações, mas juro que me esforço para engolir sapos que se não digeridos transformariam-se em estupidez, e juro ainda mais forte que me penitencio muito quando não consigo segurar uma grosseria, ou quando meu mau-humor não me permite sorrir e bater um papo, por exemplo. Almejo melhorar...
Enfim, o fato é que adoro ter esse núcleo familiar meio espichado, que não se restringe à pai-mãe-filhos, sabe?
E se tem algo que reparo mesmo nos outros, é a relação que têm com a família.
Já tive até uma semi-paixonite por um carinha só porque ele tratava a mãe como a Rainha Elizabeth... não que ele não lembrasse um descendente da realeza inglesa, mas isso são outros quinhentos.
Morro de preocupação com os amigos cuja família não é lá muito estruturada, meus ombros serão sempre deles (e aos que quiserem, minha família também). E me desenfreio de dar conselhos àqueles que ultrapassam o que considero um limite digno de respeito aos pais.
Por outro lado, me vem a maior alegria do mundo quando reconheço na família dos amigos, algo da minha. Ganham, de pronto, meu sorriso mais largo e minha maior estima. E já arregaço às mangas pra espichar também o núcleo da amizade.
Não sei ao certo o que me fez parar pra pensar nisso tudo.
Talvez tenha sido porque um amigo do peito perdeu o pai (do peito, também). Naquele momento acre, fez-se doce a presença de tantos amigos que não estavam lá só para acalantar o filho, mas para se despedir do pai que era amigo também. Não estavam lá a oferecer pêsames, mas abraçavam-se pela mesma saudade, pois também perdiam um dos seus.
Ou talvez tenha sido porque outra amiga do peito fazia as malas pra ganhar o mundo e vi nos olhos da mãe dela os da minha: aquele olhar que nos vê de fraldas e carrega exatamente o mesmo tanto de orgulho e de tristeza por termos crescido. Um script de preocupações bobas (já tinha escutado todas!) que se atropelavam só para postergar o silêncio da despedida ou pra impedir que nos peçam para ficar.
Na verdade não importa muito o porquê, mas já que o pensamento me veio, que ele me fique como âncora, e que me venha à tona a cada iminente grosseria ou mau-humor imperdoáveis com esses sereszinhos ultra-especiais que eu amo e cujo sangue eu compartilho.
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