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terça-feira, 22 de setembro de 2009
Festeja Arnaldão!
Desde 2005, depois de um show na falecida Escápole, que prometi a mim que jamais deixaria de assistir o Arnaldo Antunes em qualquer oportunidade.
Ainda bem que adoro cumprir promessas! (Ao menos as relacionadas aos prazeres...).
O cenário era um mosaico de camisetas coloridas e a banda com figurino todo "nos trinques", de paletó e gravata. Claro que uma das mangas de Arnaldo era vermelha, assim como suas calças - ou não seria Arnaldo Antunes - e Curumin, na bateria, usava uns óculos no estilo "fui ao cinema em 1990 assistir Querida Encolhi as Crianças em 3D". Edgar Scandurra também estava por ali, logo à esquerda, em sua normalidade.
Showzaço. Banda sensacional. Repertório idem.
Trouxe o CD (Iê Iê Iê) pra casa, não só pelas músicas adoráveis (holofotes para "A sua casa", "Longe" e "Sua menina"), mas porque ele é lindo de morrer (e sou daquelas que acha que CD também é de se ver, além de ouvir: salve o projeto gráfico!).
A versão de "Judiaria" do Lupcínio Rodrigues é um espetáculo, talhada a la Arnaldão, já nem sei mais pensar na música de outra forma.
Mas, putz, ouvir aquela voz gravíssima de tão grave e ver aquela performance de dancinhas descompassadas a apresentar "Vou festejar" foi ápice total da noite!
Um salve a Arnaldo Antunes! Um salve aos tons graves! Salve o Iê Iê Iê!
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O Salvador.
"Cada músico tem uma maneira própria de construir sua carreira. Conto aqui como é a minha, explicando, no particular, o universo da minha profissão".
Infinito Ao Meu Redor salvou minha semana.
Marisa Monte é maravilhosa e ponto final.
A realização das pessoas que trabalham com música sempre me emociona e o DVD da Marisa é a materialização dessa emoção.
O show é lindo demais e eu sinto muita pena de ter assistido tão de longe com binóculos comprados na 25 de março que só serviam mesmo se fechasse um dos olhos... Mas tudo bem, eu estava lá quando ela teve um branco e esqueceu a letra do samba da Adriana Calcanhoto (e o erro torna o show único, palavras de Marisa).
A Adriana Calcanhoto também estava lá, mas bem mais na frente do que eu, sem binóculos, claro!
O documentário é uma delícia: a composição das músicas, a apresentação pra imprensa, a rotina das turnês, o contato com os fãs, a constatação do tempo de estrada, tudo muito bem narrado por ela. Enfim, me deleitei no DVD e sou ainda mais fã da música, da arte, do profissionalismo e da aura boa da Marisa.
Vou comprar. A espertinha da locadora só me dispõe do disco com o Documentário, nada do show. Vou comprar!
Os filmes companheiros da semana não agradaram. Desafinados só vale pelas músicas e pelo Santoro, mas aí não precisava do filme (fora o fato de que um velhinho engole o Selton Mello, por que Senhor?). Romance, apesar do Wagner Moura, não tem nada demais. Rocknrolla é a cara do Guy Ritchie, mas de todos os que eu já, o pior. Medos privados em lugares públicos não prendeu minha atenção, mal serviu pra treinar o francês. Antes que o diabo saiba você está morto foi o melhorzinho, mas ainda não serviu pra ser o salvador.
Salve a Marisa Monte. Salve Infinito ao Meu Redor.
Infinito Ao Meu Redor salvou minha semana.
Marisa Monte é maravilhosa e ponto final.
A realização das pessoas que trabalham com música sempre me emociona e o DVD da Marisa é a materialização dessa emoção.
O show é lindo demais e eu sinto muita pena de ter assistido tão de longe com binóculos comprados na 25 de março que só serviam mesmo se fechasse um dos olhos... Mas tudo bem, eu estava lá quando ela teve um branco e esqueceu a letra do samba da Adriana Calcanhoto (e o erro torna o show único, palavras de Marisa).
A Adriana Calcanhoto também estava lá, mas bem mais na frente do que eu, sem binóculos, claro!
O documentário é uma delícia: a composição das músicas, a apresentação pra imprensa, a rotina das turnês, o contato com os fãs, a constatação do tempo de estrada, tudo muito bem narrado por ela. Enfim, me deleitei no DVD e sou ainda mais fã da música, da arte, do profissionalismo e da aura boa da Marisa.
Vou comprar. A espertinha da locadora só me dispõe do disco com o Documentário, nada do show. Vou comprar!
Os filmes companheiros da semana não agradaram. Desafinados só vale pelas músicas e pelo Santoro, mas aí não precisava do filme (fora o fato de que um velhinho engole o Selton Mello, por que Senhor?). Romance, apesar do Wagner Moura, não tem nada demais. Rocknrolla é a cara do Guy Ritchie, mas de todos os que eu já, o pior. Medos privados em lugares públicos não prendeu minha atenção, mal serviu pra treinar o francês. Antes que o diabo saiba você está morto foi o melhorzinho, mas ainda não serviu pra ser o salvador.
Salve a Marisa Monte. Salve Infinito ao Meu Redor.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
"Eu não nasci de óculos, eu não era assim!"

Óculos nunca interfere seriamente na vida de alguém que possa usar lentes. Não é o meu caso, já testo a 4ª marca e todas me trouxeram algum problema. A última marca testada deixa meus olhos (eu falaria bagos se não fosse tão criticada por isso) doloridos e avermelhados por semanas. Não é fácil!
Monta o cenário: a pessoa no show da Madonna, cai uma chuva torrencial logo após rasgar a sua linda capa de R$4,00, imbuida de um otimismo vindo sabe-se lá de onde de que não mais choveria... o moleton emprestado do amigo, que no inicio quebrou o galho, agora pesa 2 toneladas, encharcado... câimbra, muita câimbra nos braços, depois de 30 minutos de show segurando (tipo cabaninha pros óculos, saca?) o capuz do moleton-camarada que até então salvava as lentes dos respingos... desisto, ao final de cada música, visão turva e lentes ensopadas, procuro um pedaço de roupa seca para enxugar a porcaria dos óculos. Madonna numa ginástica lá em cima, eu noutra ginástica lá embaixo. Cada um no seu quadrado!
Meu reino por um pára-brisas de óculos!
Cena 2: a pessoa, cansada de sua cara quatro olhos, sai pra baladinha semi-cega. Cheia de sombra, lápis, rímel, mas sem enxergar muita coisa. Cinco kiwiroskas depois, acha que precisa retomar o controle da situação e põe os óculos pra pegar o taxi e voltar pra casa. No meio de uma soneca, ouve algo caindo de si, acha que é sonho, e fica por isso mesmo. Dia seguinte: CADÊ OS MEUS ÓCULOS??? E ainda sob o efeitos do kiwi, a criatura quer ligar para os óculos para descobrir onde estão, que tal??
Meu outro reino por um óculos com chip!
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terça-feira, 10 de junho de 2008
Bateu saudade, diletos...
Há um ano atrás eu me descabelava, mochila nas costas, rumo ao Rio de Janeiro.
Roendo as unhas, olhos marejados, ingressos há um mês comprados, atônita, para assistir ao show de despedida dos diletos do meu coração na Fundição Progresso.
Era eu uma das 15 mil pessoas que lá apareceram para deixar bem claro, caso eles não tivessem entendido, que não queria-se aquele adeus, que não engoliria-se fácil aquele papo de "recesso por tempo indeterminado". Mais explicado impossível, pois mesmo em caso de vista grossa, gritou-se muito, mas muito alto, pra ninguém dizer que não ouviu.
Não, não adiantava a voz mansa do Camelo, solenemente vestido para uma festa de despedida, a dizer que todo carnaval tem seu fim. E nem mesmo o Amarante fazer as dançinhas mais bonitinhas do mundo.
O show foi tão tudo, que à época sequer me atrevi a (d)escrever. Não dá. Só pra quem tava lá!
Ainda bem que aquilo tudo se passou no Rio, porque só mesmo o Rio pra possibilitar a catarse. Saí da Lapa e nem sofri. Era o Rio, foi proposital, com certeza!
E a despedida hoje faz aniversário. E a saudade bate na porta. Alguém responde?
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Só pra deixar registradinho!
Desculpa
Show no Hangar. Belém, 06/10/2007.
Você me diz que eu te olho profundamente.
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de eu me inventar de novo.
Desculpa, desculpa se te olho profundamente, rente à pele.
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços,
A ponto de ver a estrada antes dos teus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar vivo e permanecer te olhando...profundamente!
Desculpa,
Tudo que vivi foi profundamente.
Eu te ensinei quem sou e você foi me tirando os espaços entre os abraços,
Guarda-me apenas uma fresta.
Eu que sempre fui livre, não importava o que os outros dissessem.
Até onde posso ir para te resgatar?
Reclama de mim, como se houvesse possibilidade de eu me inventar de novo.
Desculpa, desculpa se te olho profundamente, rente à pele.
A ponto de ver seus ancestrais nos seus traços,
A ponto de ver a estrada antes dos teus passos.
Eu não vou separar minhas vitórias dos meus fracassos!
Eu não vou renunciar a mim; nenhuma parte, nenhum pedaço do meu ser vibrante, errante, sujo, livre, quente.
Eu quero estar vivo e permanecer te olhando...profundamente!
Show no Hangar. Belém, 06/10/2007.
domingo, 23 de setembro de 2007
Cordel do Fogo Encantado!!!! Salve Salve o Pernambuco!

Na Veia
Eu vou cantar pra Saudade
Com seu vestido vermelho
E a sua boca
Eu vou cantar pra Saudade
Descer na minha cabeça
E comandar sua festa
Aquele cheiro som imagem do teu corpo incendeia
E um rio carregado de saudade vem correr na minha veia
Na veia amor
Na veia
É como a luz da lua que atravessa a parede da cadeia
Clareia
Mais forte que o sol
Quando a Saudade chegar
Com seu batalhão de agitadores
Vou cantar
Aquele som da gente
Vou rasgar
O teu vestido novo
Eu vou cantar pra Saudade
Com seu vestido vermelho
E a sua boca
Eu vou cantar pra Saudade
Descer na minha cabeça
E comandar sua festa
Aquele cheiro som imagem do teu corpo incendeia
E um rio carregado de saudade vem correr na minha veia
Na veia amor
Na veia
É como a luz da lua que atravessa a parede da cadeia
Clareia
Mais forte que o sol
Quando a Saudade chegar
Com seu batalhão de agitadores
Vou cantar
Aquele som da gente
Vou rasgar
O teu vestido novo
Domingo. Mais de 1 hora da manhã. African Bar. O cenário não é dos melhores, mas valeu muuuuuuito a pena passar a segunda feira caindo de sono. Cordel do Fogo Encantado. Diferente de tudo. Intenso. Performático. E, ainda por cim, COM SOTAQUE! Salve, salve o Pernambuco!
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Salinas? Nãããão. Algodoal???? Nãããão. Um final de semana em Belém sem defeitos e com trocadilhos!!

Depois de cogitar pôr na mochila dois biquines, uma toalha, quatro calcinhas, três vestidinhos, documento de identidade, alguns reais e ir pra Algodoal; ou acabar com os poucos reais que se tinha, pegar o carro, fazê-lo de nossa pousada, ter muita paciência pra dirigir no antes-durante-e-depois e ir pra Salinas... melhor decisão impossível: vamos ficar "no Belém"!
Choppinhos no Amazon Beer para brindar a tarde de sexta-feira, tangiroskas no Boteco para brindar a noite de sexta-feira, cerpinhas no balcão do Cosa para brindar o fim da sexta-feira... enfim, brindes sem fim! E ainda era sexta-feira!
Um final de semana como aqueles sonhos cheios de amigos, desconhecidos, cenas bagunçadas, cenas não terminadas, tudo misturado, coisas próprias em lugares impróprios, lugares próprios com coisas impróprias.
Depois de um bolão de "qualé a próxima música", um celular perdido, uma lasanha de espinafre, dancinhas frenéticas ao som de Village People, uma tentiva de bar que só tinha duas cervejas quentes, a noite acabou em frente à TV diante de um filmaaaaaaaço do Rei Roberto Carlos: "Roberto Carlos em Ritmo de Aventura" (não dá pra tecer comentários, só vendo!)
E surge a grande pergunta do fim de semana: qual das pernas do Roberto Carlos é a mecânica, a direita ou a esquerda??? Aliás, como haviam cariocas no recinto, a pergunta era: "a da essssssquierda ou a da outra exxxxxxtriemidade?".
Roberto, no filme, fez grandes estripulias! Fugiu dos bandidos pelas escadas do Cristo Redentor a mil por hora, "perna (veja, no singular!) pra que te quero"!!.
Por sinal, os cariocas do recinto eram The Feituosos: Caco Ciocler (Ramon), Flavio Silvino Loiro ou Isaac Hanson (Alan) e o Sombrancelhas (Andrei). Meninos fantásticamente engraçados que têm medo de maniçoba e que causam dor na mandíbula de tanto que fazem rir. Não é à toa que às 7 da manhã assistíamos TV Pirata tomando Cerpona...
Pra aguentar o resto do fim de semana: Piscina, uma boooooa dormida ao sol, um óóótimo (e em cavalar quantidade) bacalhau de almoço, outra dormida, Engov com sopa de carangueijo da Casa do Caldo e rumo à diversão na certa: Show do The Feitos no meu vizinho Armazém Sto Antonio. Tem coisa melhor: sair de casa sem carro e sem óculos??!!
Como esperado, gargalhadas e gargalhadas! Trocar o disco do João Gilberto pelo do Roberto, onde já se viu???? E a Emannuele, boneca inflável musa da banda, é o que há! E a colherada de maniçoba no meio do show?? E a galera delirando cantando Gente Feiosa! hahahahahahaha...
Salve, salve The Feitos!! Salve, salve fim de semana em Belém!! Salve, salve forasteiros do Brasil à fora!! Salve, salve sair de casa sem celular!! Salve, salve, domingo às 11hs da manhã!!
The Feitos - Gente Feiosa
Gente como eu não deveria ir a praia
É um insulto para quem todo dia malha
E que está a fim de se exibir
Gente como eu não deveria ir...
Gente como eu só serve pra comparação
O carinha que se acha vem com essa intenção
Se vira pra garota e diz a sorrir
Eu sou muito mais bonito que esse cara ali
Gente Feiosa, Enforcai-nos ...
Gente como eu escória de uma sociedade
É o cuspe encatarrado que é dado com vontande
É o que todos querem exprimir
Gente como eu é o que eu não quero aqui
Gente Feiosa, Decapitai-nos ...
Gente como eu não deveria existir, ficar dentro decasa e nunca sair iiiiii
Gente como eu é o que eu não quero aqui
Gente Feiosa, Enterrai-nos ...
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Rio Caravana Club S/A.

Quem vai pro Rio? Vixi! “Eu, tu, Tatu, Facu, Bacu, Bilu, Reco-Reco, Pé de Anjo, Chama-nome e Dá na mãe!” (By Jorginho).
Numa tarde qualquer, "emiéssiênicamente", eis que Renatinha e eu resolvemos jogar tudo pro alto, comprar passagens pro Rio (salve, salve a Gol!) e ingressos pro último show do Los Hermanos... ai, esse tristíssimo recesso por tempo indeterminado que eles inventaram e que, um dia, quem sabe, eu hei de superar!
Mas e o trabalho? Mas temos dinheiro? E onde vamos ficar?
É como eu disse, jogamos tudo pra cima e RUMO AO RIO!!
Grupo formado: Rio Caravana Club S/A (By Marcella).
Pode haver, contem pra mim, junção mais perfeita que essa?: Amigos, a banda dileta do meu coração, a Lapa, apartamento em Copacabana, sambão programado pro domingo... Não me venham dizer que eu sequer vou pra praia por estar fazendo 10º no Rio, puro despeito da metereologia que não, não vai nos abalar!
O planejamento deve ter durado mais de um mês. Alguns pularam fora, outros, muito bem-vindos e felizardos, pularam dentro. Uns já estão lá a me matar de inveja. Outros, os matarei eu, mais tarde, por chegar um dia antes.
A viagem já é depois de amanhã, que lindo! Mas um depois de amanhã que não chega nunca!
Vem logo, depois de amanhã, vem! Vem que quero pegar esses 10º no Rio, vem que quero andar de mãos dadas e de pileque com meus amigos pela Lapa, vem que quero comprar lenços pra chorar na frente do palco da Fundição Progresso, vem que eu quero ver o maaaaaarrrr!!!!!
É pouco tempo, de fato. Mas isso também não há de ser nada. Basta que sejam dias vividos intensamente, e isto eles serão. Estou dando tchauzinhos a Belém, em boa hora, alegre e saltitante. Tchau às minhas pendências e dependências, tchau trabalho, tchau problemas, tchau à minha vida de seriado da Warner... Estou indo curtir uns capítulos mais relax...
No máximo, quem sabe, posso pensar nos meus episódios num pôr do sol no Arpoador...
P.S. Queridos, se por um acaso acontecer de não mais voltar, não se preocupem, é porque provavelmente eu consegui o Amarante e terei 15 filhos ruivos e cariocas! Beijocas!
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quarta-feira, 1 de novembro de 2006
A Fila

Há dias que eu dizia pra todo mundo que ia madrugar no Palácio das Artes pra comprar o ingresso do Chico. E todo mundo reagiu achando tão absurdo, que eu acabei me permitindo dormir até às 8.30... Não poderia ter escutado ninguém, deveria ter levado em conta o mau gosto musical das pessoas (que me perdoem, heheheh)!!
Umas 9.15, desço eu do ônibus, e quando me aproximo da Afonso Pena me deparo com aquilo: uma fila de dois quarteirões pra comprar os ingressos, e a bilheteria só abriria às 10. Juro que tive vontade de chorar!!!
Mando mensagens para mamãe e para o namorado, só pra desabafar mesmo, dizendo que eu era a ultima de um fila de dois quarteirões e que ver o Chico de perto estava ficando meio complicado. De volta, recebi incentivos: "Não desista, vale a pena". E lá fiquei, com apenas um Tagifor C no estômago pois como acordei tarde nem deu tempo de fazer nada.
Às 10.30 recebo reforços, Luciana e Daniel (só tinha avançado 7 passos, mais ou menos, até então). E os amigos se assustaram, a fila ja era de 3 quarteirões!!
Gente de todo o tipo, de todas as idades, lendo jornal, estudando, batendo o papo, fingindo que dava pra levar numa boa aquela monstruosa espera que se apresentava.
Engraçado era ver as pessoas que passavam por lá, com caras pasmas e de interrogação. Acho que o rapaz que estava na minha frente tinha cara de informações, todo mundo só perguntava pra ele, coitado: "Pra que é essa fila?" "É pro show do Chico Buarque" "Aaaah, é de graça?" "Não, tem ingresso de até 140 reais" "Aaaaa, é hoje?" "Não, é só em dezembro!!" "Hummmm..."
Quase duas horas da tarde, chegamos na esquina. Uma vitória. Mandei mais mensagem pra Belém pra dizer que eu ja estava entrando no primeiro quarteirão! Morta de fome. Acabaram todos os salgados da lanchonete do supermercado ali perto. Não se prepararam para abastecer a fila. Arranjei uma empada.
Três da tarde, faço uma brincadeira: "Acho que vamos ter que ir direto daqui pro teatro, nove da noite" (Tínhamos comprado ingressos pra uma peça da Marisa Orth e Murilo Benício). Todos morreram de rir. Mal sabíamos...
Luciana desiste logo depois das três. Eram muitos os boatos de que a meia entrada já havia acabado, continuávamos na esquina (nenhum passo a mais), cada pessoa podia comprar 10 ingressos (!!!!!), tava um sol de rachar e todos os velhinhos podiam passar na nossa frente. Realmente ir pra casa era uma solução bastante sensata.
Seis da tarde, eu e Daniel, já cheios de amigos na fila, começávamos a desanimar. Os velhinos não paravam de chegar. Todo mundo da fila buscando seus avós em casa pra comprar ingressos. Confusão. Indignação do povo que dormiu em frente ao Palácio e tinha que assistir tudo quanto é maior de 60 anos de Belo Horizonte passar na frente, comprar 10 ingressos e depois de um tempo voltar para mais 10 ingressos na maior cara de pau!
Passa um infeliz com um megafone dizendo que a bilheteria ia fechar oito da noite e que eles venderiam ingressos pra todos que já estivessem dentro do Palácio (só em sonho pra nós que há horas não dávamos um passinho pra frente) e que distribuiriam senhas para voltar no dia seguinte se sobrasse ingressos.
Definitivamente, precisávamos de um maior de 60 anos!!!
No final das contas, tivemos que nos render à malandragem oficial, infelizmente e envergonhadamente (juro!!!).
Às sete e meia da noite, 10 horas depois, nossos ingressos estavam em mãos (nas mãos da redentora mãe do Daniel).
Bolhas nos pés. Dor de cabeça. Dor nas costas. E ingresso pra ver o Chico na platéia 1 do Palácio.
Viva o Chico!
Morte ao Palácio das Artes!
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segunda-feira, 9 de outubro de 2006
Ai, ai...
terça-feira, 26 de setembro de 2006
Clichê

Clichê bom é chegar na esquina da Ipiranga com a Avenida São João e se deparar com Demônios da Garoa tocando Sampa.
Coisa boa hein?!?
Melhor ainda é viver esse cartão postal com amor e com amigos.
"Quás quás quás quás (...) Não posso ficar mais nenhum minuto com você..."
Muitos choppinhos, muitos choppinhos!
Subindo ali, tem uma menina cantando jazz e mpb. E canta, viu?!!! A banda com ela, boa demais. Lembro que alguém tirou foto com o Sr. Baterista e disse a ele que era o Ed Motta depois da cirurgia do estômago. Acho que ele não curtiu... Mas foi só puxar um papo sobre Milton Banana e ficou tudo bem. Quanto à menina, a que bem cantava, se despediu dizendo para que comêssemos pato no tucupi por ela, era nossa vizinha de Manaus.
Pra terminar: Pernil com queijo no pão careca, lá no Estadão. Mas o Seu Geraldo Alckmin come lá, aí o Sávio não come. Onde é que o Lula come??
sábado, 2 de setembro de 2006
É de verdade!

Como muitas coisas tem sido ultimamente, esta começou pelo orkut.
Quando um belo dia, lá pelos idos do mês de maio ou junho, entrei de cabeça na comunidade "Quero um show do Chico Buarque", e fuçando por lá encontrei pessoas que demonstravam ter informações seguras sobre um possível show do moçoilo dos olhos azuis.
Acompanhei diariamente essas pequenas notícias virtuais, cheia de esperança, mas ao memso tempo sem acreditar, no fundo, no fundo, que seria verdade.
Há alguns anos atrás já havia decidido que, onde quer que fosse, quanto fosse, se o Chico fizesse um show, eu estaria lá! Afinal de contas, sabe-se lá se haverá outra oportunidade... Não que eu esteja matando antecipadamente a unanimidade brasileira, mas vai que ele resolve só querer jogar sua bola no Politheama, ou se especializar em seus affairs com mulheres casadas em plena praia de Copacabana... E convenhamos, apesar de ser o Ricardão mais tolerado pelos maridos e namorados brasileiros, ele não é mais nenhum rapazote!
Notícias confirmadas. Ingressos comprados. Passagens compradas, Hotel reservado. Rumo ao Chico Buarque... ai que frio na barriga (nervoso!!!!).
Peço licença aos parcos leitores, é provável que neste blog só se fale em Chico Buarque por um tempo. Quem me conhece entenderá, quem não conhece, tentarei explicar!
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quarta-feira, 14 de junho de 2006
Por acaso, uma boa ação. Pratiquem, dá sorte!
São Paulo, 04 de junho de 2006.
Olha só que programaço de domingo: show do Paulinho Moska, meio dia e meia, num shopping, ingresso 1kg de alimento. Espetáculo, não??!!
Chegamos no Shopping Frei Caneca, compramos nossos 2kg de arroz e começamos a busca pelo Paulinho Moska.
- Moço, sabe onde vai ser o show do Paulinho Moska??
- Paulinho Moska? É peça?
- Não, moço, é música.
- Ah, é uma banda?
- Não moço, é um cantor.
Procura-se Paulinho Moska desesperadamente. Nos sete andares do shopping. E nada.
Depois de muita pesquisa e uma ligação pra mãe da Renatinha lááááááá em Belém que viu pra gente na comunidade dele do orkut, percebemos: dia certo, hora certa, shopping errado. Puuuuutz!!! Digam aqueles que conhecem, não é algo típico de acontecer comigo e com a Renatinha???? Enfim. Já era o Paulinho Moska, e nós vagando no shopping com 2kg de arroz...
De prêmio de consolação, estava em cartaz no teatro de lá "O Pequeno Príncipe", que era uma das coisas que eu queria ver em SP, mas que não tinha se encaixado na programação. Bilheteria: "- Olha, a peça é 16hs, mas acabaram os ingressos. Talvez tenha uma sessão extra às 14hs porque tem muitas crianças que vieram e não conseguiram ingresso." Ebaaaaaaaaaaaaaaa!
A Mila, uma amiga da Renatinha ranzinza e muito divertida (que paradoxo não??) que acabava de conhecer e que ia pro show do Moska com a gente, soltou uma pérola que precisa ser registrada: "- Adoro o Pequeno Príncipe porque a Luana Piovanni ferrou o cabelo dela!!". Heheheheh. Mila não curte teatro, nem Luana Piovanni, e foi pro cinema.
Compramos nossos ingressos e assistimos a peça com nossos 2kg de arroz-da-sorte debaixo dos braços. O espetáculo é liiiiiindo, inclusive merece um post só pra ele, cheio de lembranças da infância, muito bom. No final, Renatinha ainda foi sorteada e ganhou um abraço do Pequeno Príncipe além de brindes (garrafinhas de refrigerante, boné e camiseta), um mimo, hehehehe. Imagino que as crianças do teatro não tenham gostado muito.
- Amiga, temos que doar esse arroz porque apesar de tudo, as coisas tão dando certo, acho que tá dando sorte!!
Na saída do shopping, doamos os 2kg de arroz a uma senhora que muito agradeceu e seguimos para a Vila Madalena, lugar onde Pequenos Príncipes perderam a inocência e tomaram chopps, como se pode ver na foto abaixo.
O programa da noite era no SESC-Pompéia, show Obra Viva Cazuza, com o tudo de bom Ney Mato Grosso. Lá fomos nós, eu Renatinha e Mila. Ainda do lado de fora, uma cartaz enorme: INGRESSOS ESGOTADOS.
Mas não pode ser! Não temos outra coisa pra fazer! Queria muito ver o Ney! E a sorte do arroz?????
O jeito era se conformar. As meninas foram comer batatas fritas enquanto eu pegava a programação dos outros Sescs pra ver se salvávamos minha última noite em SP. No caminho, uma rodinha de senhoras conversam sobre ingressos.
- Vocês estão vendendo ingresso?
- Estamos sim.
- Poxa, mas o problema é que eu preciso de três!
- Ótimo! Temos três pra vender! E ainda mais barato que na bilheteria!
Inacreditável. Cheguei com as meninas com os três ingressos na mão. E foi quando alguém (não lembro quem foi) soltou a segunda pérola do dia: "TÁ VENDO, É A BENÇÃO DO ARROZ!!!!"
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quinta-feira, 8 de junho de 2006
Infinito Particular
São Paulo, o2 de junho de 2006 - noite.

Ansiedade, musiquinhas na ponta língua, super-binóculos-chinês a postos e rumo à Marisa Monte. Ebaaaaaaa!!!
Claro que no meio do caminho teve o lance da Renatinha que esqueceu a meia entrada e tivemos que voltar em casa (alôôw, é São Paulo: distâncias, engarrafamentos e tudo mais), e a Carol encarnou o Schumacher no volante, e quase a gente dá de frente com outro carro... mas isso foi só pra dar uma pitada de emoção, no final das contas deu tudo certo.
No CredicarHall, fomos encaminhadas a nossos "indevidos" lugares (a platéia superior) que realmente não é dos melhores, meio alto (bem que o papai me disse:"Menina, sobe no monte pra ver marisa"), mas de onde daria pra ver o show com tranquilidade, é o que importa. Pra fingir pra nós mesmas que somos chiques compramos uma garrafa de vinho (garrafinha, na verdade) pra tomar antes de começar. Foto. Lógico.
O show é maravilhoso. Meus agradecimentos à minha patrocinadora (viva a promoção!!!!) Tam Empresas Aéreas. Fico a cada música mais satisfeita de ter vindo. Com vontade de mais, mais, mais. Intimista, de fato. Mas nada que impeça os braços desengonçados da Marisa Monte se agitarem em uma música ou outra. Músicas que sempre quis ouvi-la cantar ao vivo: Segue o Seco, Maria de Verdade (já valeu a noite!), Alta Noite.
Como diz em Gerânio, é infinita, sensível, linda!
Encantamento. Penso que assistir a um show da Marisa Monte remete exatamente ao lugar que ela descreve em Vilarejo.
Vilarejo
(Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes)
Há um vilarejo ali, onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa, vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe, paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutos em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá, Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa...
Lá o tempo espera, lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando os caminhos, os vestidos, os destinos e essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for.
Vilarejo
(Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes)
Há um vilarejo ali, onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa, vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe, paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutos em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá, Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa...
Lá o tempo espera, lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando os caminhos, os vestidos, os destinos e essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for.
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