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sábado, 22 de maio de 2010

A ligação que eu gostaria de fazer hoje

Fosse possível, hoje eu faria um interurbano pra Ana Amélia, contaria uma fofoca ótima e morreria de rir dos comentários dela.

Cara, tu estás assistindo essa nova novela das 8?
Lembra daquela ultima vez que te visitei em São Paulo?
É, em 2007! E aí tu me levaste pro Satyrianas, te embuletaste com aquele espanhol lindo-maravilhoso-olhos-azuis e me abandonaste (muito bem acompanhada) com tuas amigas atrizes e loucas, lembra?
Pois então. Teve aquele carinha que conheci, achei lindo, bati papo horrores, achei que ele era totalmente meu número, cabelos ruivos e sedosos, divertido e coisa e tal.
Esse mesmo!
Lembra que fiquei toda animada, contei piada, discuti o sexo dos anjos, e até encarei uma fila enorme pra assistir uma peça com uma ex-Malhação que faria sexo com o respectivo namorado, só porque eram amigos dele?
Hahahahahaha. Lembra?
E lembra que quando eu já estava super feliz com a ideia de ter filhos ruivos ele vira pra mim num suspiro e diz "Ai, tô morrendo de saudades do meu namorado que está viajando..." e eu esculhambei porque ele deveria ter me avisado que era gay há pelo menos 3 horas?
Pois então.
Ligo na Globo, novela das 8, e lá está o guri.
Acreditas?

E morro de rir só de imaginar os comentários que viriam do outro lado da linha.
Thanks, Ana. Pelas histórias esdruxulas e pelo humor que transcende e me faz gargalhar até com piadas que não tiveram tempo de acontecer.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Super Night Shot


Uma guerra contra o anonimato. Um herói. A busca de uma co-estrela. Uma locação ideal. E o final feliz.
É muito difícil traduzir em texto a experiência do Super Night Shot, verdadeiro deslumbramento de arte visual!
Muito talento, humor, improviso e jogo de cintura pra conseguir tirar da rotina e do anonimato, por alguns minutinhos cronometrados, as pessoas que cruzam os seus caminhos e transformá-las em estrelas (ou figurantes, coadjuvantes etc.) de um filme que será exibido 1 hora depois.
A missão não é simplesmente fazer um filme em 1 hora. O herói precisa mudar o mundo, ainda que seja o mundo apenas de uma pessoa - o felizardo(?) que cruzou com o herói na primeira esquina - e conseguir o final feliz, num beijo hollywoodiano com uma co-estrela eleita aleatoriamente entre os transeuntes no cenário mais lindo do quarteirão-limite pra gravação do filme!
E como é que se conta essa história? Aí é que mora o meu deslumbramento: 1 hora após o início das filmagens o filme é exibido em quatro telas justapostas, com as imagens das quatro câmeras simultâneas, com mixagem e edição tudo ali na hora, pá, ao vivo!
Enfim, sabia bem que não ia conseguir traduzir a experiência de assistir esse showzaço de vídeo-performance, essa forma de narrativa maluca e genial, mas era preciso tentar. Afinal de contas, como diz o grupo de recrutas brasileiros: "Porque sem o banal, nada seria extraordinário!"



Mais informações:

www.britishcouncil.org/br/release-super-night-shot.doc

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Surpreendentes Satyras!



E é mesmo verdade que as coisas despretensiosas acabam se mostrando sensacionais!
Foi assim, despretensiosamente, que topei fazer o programa que Ana Amélia escolhesse, numa sexta à noite, em São Paulo.
Foi sem entender direito o que era essa tal de “Satyrianas” que aceitei o convite pra ir à Praça Roosevelt – que a amiga me explicava ser algo parecido com a região da Riachuelo, mas que havia sido restaurada, apesar de ainda rolar uns suicídios por lá – onde teria não sei quantas mil horas de peças de teatro ininterruptas e cheia de uns barzinhos legais.
Bastou descer do carro pra começar a ter idéia de que aquilo era maravilhoso. Um monte de gente de todo tipo andando pela rua, pra lá e pra cá, sai dum teatro entra noutro, come um milho ali, um “dogão” acolá, esbarra em globais e se embasbaca com atores, diretores e autores até então desconhecidos.
E a rave de teatro começou muito bem. Depois da Chuva, do meu mais novo super-admirado Otávio Martins, é a coisa mais linda, delicada e nã nã nã que se podia ter escrito! Aquele texto que umedece os olhos do início ao fim, mas sem fazer chorar porque é muito mais que isso, sabe como é? Bom, eu sei...
Ah, e depois veio música na praça, algo que ia da Capoeira ao Arrasta Pé na maior naturalidade. E de repente se conhece alemães, e chilenos, e ruivos e lindos cabeludos. Fora as duas queridas do El Truco, com seus olhos borrados e coturnos modernos, a me fazer morrer de rir levantando a saia pra ganhar um global ou me acompanhando no “CarnaSatyrianas” que só terminou às 6 horas da manhã!
Faltam palavras pra descrever tudo como deveria ser descrito. Esquetes de piada, homenagens a Paulo Autran, um fantoche sem cabeça horripilante, uma peça de Zé Celso (claaaaaro que tinha nu!), um sósia de Móveis Coloniais, amigas se dando bem, tapas na cara às seis da manhã pra não perder um minutinho da peça mais tocante que fechou minha rave teatral com chave de ouro: Pilha de Pratos na Cozinha.
Sintam-se deveras beijados e amados todos aqueles que me proporcionaram essa noite!!!

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Por acaso, uma boa ação. Pratiquem, dá sorte!

São Paulo, 04 de junho de 2006.

Olha só que programaço de domingo: show do Paulinho Moska, meio dia e meia, num shopping, ingresso 1kg de alimento. Espetáculo, não??!!
Chegamos no Shopping Frei Caneca, compramos nossos 2kg de arroz e começamos a busca pelo Paulinho Moska.
- Moço, sabe onde vai ser o show do Paulinho Moska??
- Paulinho Moska? É peça?
- Não, moço, é música.
- Ah, é uma banda?
- Não moço, é um cantor.
Procura-se Paulinho Moska desesperadamente. Nos sete andares do shopping. E nada.
Depois de muita pesquisa e uma ligação pra mãe da Renatinha lááááááá em Belém que viu pra gente na comunidade dele do orkut, percebemos: dia certo, hora certa, shopping errado. Puuuuutz!!! Digam aqueles que conhecem, não é algo típico de acontecer comigo e com a Renatinha???? Enfim. Já era o Paulinho Moska, e nós vagando no shopping com 2kg de arroz...
De prêmio de consolação, estava em cartaz no teatro de lá "O Pequeno Príncipe", que era uma das coisas que eu queria ver em SP, mas que não tinha se encaixado na programação. Bilheteria: "- Olha, a peça é 16hs, mas acabaram os ingressos. Talvez tenha uma sessão extra às 14hs porque tem muitas crianças que vieram e não conseguiram ingresso." Ebaaaaaaaaaaaaaaa!
A Mila, uma amiga da Renatinha ranzinza e muito divertida (que paradoxo não??) que acabava de conhecer e que ia pro show do Moska com a gente, soltou uma pérola que precisa ser registrada: "- Adoro o Pequeno Príncipe porque a Luana Piovanni ferrou o cabelo dela!!". Heheheheh. Mila não curte teatro, nem Luana Piovanni, e foi pro cinema.
Compramos nossos ingressos e assistimos a peça com nossos 2kg de arroz-da-sorte debaixo dos braços. O espetáculo é liiiiiindo, inclusive merece um post só pra ele, cheio de lembranças da infância, muito bom. No final, Renatinha ainda foi sorteada e ganhou um abraço do Pequeno Príncipe além de brindes (garrafinhas de refrigerante, boné e camiseta), um mimo, hehehehe. Imagino que as crianças do teatro não tenham gostado muito.
- Amiga, temos que doar esse arroz porque apesar de tudo, as coisas tão dando certo, acho que tá dando sorte!!
Na saída do shopping, doamos os 2kg de arroz a uma senhora que muito agradeceu e seguimos para a Vila Madalena, lugar onde Pequenos Príncipes perderam a inocência e tomaram chopps, como se pode ver na foto abaixo.
O programa da noite era no SESC-Pompéia, show Obra Viva Cazuza, com o tudo de bom Ney Mato Grosso. Lá fomos nós, eu Renatinha e Mila. Ainda do lado de fora, uma cartaz enorme: INGRESSOS ESGOTADOS.
Mas não pode ser! Não temos outra coisa pra fazer! Queria muito ver o Ney! E a sorte do arroz?????
O jeito era se conformar. As meninas foram comer batatas fritas enquanto eu pegava a programação dos outros Sescs pra ver se salvávamos minha última noite em SP. No caminho, uma rodinha de senhoras conversam sobre ingressos.
- Vocês estão vendendo ingresso?
- Estamos sim.
- Poxa, mas o problema é que eu preciso de três!
- Ótimo! Temos três pra vender! E ainda mais barato que na bilheteria!
Inacreditável. Cheguei com as meninas com os três ingressos na mão. E foi quando alguém (não lembro quem foi) soltou a segunda pérola do dia: "TÁ VENDO, É A BENÇÃO DO ARROZ!!!!"

quarta-feira, 7 de junho de 2006

O Fantaaaaaaaaaaasma da Ópera estáááááá....

São Paulo, 01 de junho de 2006.
Seguindo o programa de bolso do Renatinha, pela manhã passeios tradicionais.
Mercado Municipal. Lindo, limpo, e cheio de coisas gostosas. Pastel de bacalhau (segundo o papai, lá onde o André e a Júlia foram comer na novela... é, meu pai está viciado em Belíssima!). Sanduíche de mortadela (ou “mortandela”, segundo “os mano”), mas esse só pra olhar mesmo, porque, eca, dá nojo daquele treco. Queijos, muitos queijos (primadona e gorgonzola, hummmmm). Azeitona Argentina, tudo de bom. E a famosa cachaça canelinha que a Renatinha tanto falava... Muito doce.
Caminhada pela 25 de março. Puro cooper, porque comprar que é bom estava realmente fora dos planos. Os policiais passando por lá e os camelôs enrolando sei lá como as mercadorias embaixo do braço, são uma atração à parte. Segundos depois ta todo mundo no mesmo lugar, uma perfeita metáfora da fiscalização de tudo no Brasil. O mais interessante é que os vendedores dos shoppings (ou da China!) que são tão ilegais e cheios de contrabando quanto os camelôs, até acenam e mandam beijinhos pros policiais... vai entender!
A compra do dia: um binóculo para assistir a Marisa Monte. Paciência, só conseguimos comprar ingresso para a platéia superior na qual, segundo a comunidade dela no orkut, só dá pra ver um pontinho branco vestido de preto e vermelho cantando. O binóculo chinês é um espetáculo, funciona como luneta, pois só dá pra enxergar se taparmos um dos olhos, uma beleza!
À noite, contrariando todas as desesperanças, conseguimos comprar ingressos para o Fantasma da Ópera para o mesmo dia, tudo bem que mais uma vez era platéia superior, mas enfim, já tínhamos nosso super-binóculo-chinês-pra-ver-com-um-olho-só que acabaria com esse problema.
Sobre a ópera, não há palavras suficientes pra dizer o quanto é linda. A produção é um espetáculo, figurino (e trocas de figurino), cenário (e trocas de cenário), atores/cantores etc. Fora que meu conhecimento leigo sobre a história do Fantasma estava completamente equivocado, ele não é exatamente o mocinho como eu achava (dããããã), mocinho é o Raoul, muito mais bonito por sinal, mas que cantava muito menos que o “Anjo da Música”.
Mas uma coisa marcou a noite. All I Ask Of You. A música mais conhecida da ópera. Na tradução deles, a música era mais ou menos assim:
Raoul:
Então diga que partilhará comigo um amor, uma vida
Permita-me te tirar desta solidãodiga que precisa de mim, com você ao seu lado
Aonde quer que você vá permita-me ir junto.
Christine, isso é tudo que te peço.
Christine:
Diga que partilhará comigo um amor, uma vida
Fale apenas isso e eu te seguirei
Porém, no entanto, todavia... Quem é que lembra que uma outra tradução dessa música embalava nossas salas assistindo a novela das 8??? Tieta!!!!! Era mais ou menos assim:
Ele:
Olha nos meus olhos, esquece o que passou.
Aqui neste momento, silencio ou sentimento.
Sou o teu poeta, eu sou o teu cantor
Teu rei e teu escravo, teu rio e tua estrada.
Ela:
Vem comigo, meu amado amigo
Nessa noite clara de verão
Seja sempre meu melhor presente
Vou contigo, seja aonde for
E onde estiver estou.

E foi assim que olhava pra Christine e pro Raoul, e me lembrava cheia de saudades de Maria Imaculada e Caaaaardo!!!!!