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sábado, 22 de maio de 2010

A ligação que eu gostaria de fazer hoje

Fosse possível, hoje eu faria um interurbano pra Ana Amélia, contaria uma fofoca ótima e morreria de rir dos comentários dela.

Cara, tu estás assistindo essa nova novela das 8?
Lembra daquela ultima vez que te visitei em São Paulo?
É, em 2007! E aí tu me levaste pro Satyrianas, te embuletaste com aquele espanhol lindo-maravilhoso-olhos-azuis e me abandonaste (muito bem acompanhada) com tuas amigas atrizes e loucas, lembra?
Pois então. Teve aquele carinha que conheci, achei lindo, bati papo horrores, achei que ele era totalmente meu número, cabelos ruivos e sedosos, divertido e coisa e tal.
Esse mesmo!
Lembra que fiquei toda animada, contei piada, discuti o sexo dos anjos, e até encarei uma fila enorme pra assistir uma peça com uma ex-Malhação que faria sexo com o respectivo namorado, só porque eram amigos dele?
Hahahahahaha. Lembra?
E lembra que quando eu já estava super feliz com a ideia de ter filhos ruivos ele vira pra mim num suspiro e diz "Ai, tô morrendo de saudades do meu namorado que está viajando..." e eu esculhambei porque ele deveria ter me avisado que era gay há pelo menos 3 horas?
Pois então.
Ligo na Globo, novela das 8, e lá está o guri.
Acreditas?

E morro de rir só de imaginar os comentários que viriam do outro lado da linha.
Thanks, Ana. Pelas histórias esdruxulas e pelo humor que transcende e me faz gargalhar até com piadas que não tiveram tempo de acontecer.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Pra não dizer que não falei de gérberas...

“As gérberas diferem por suas flores grandes, bonitas e pela grande variedade de suas cores vibrantes, as gérberas são a escolha perfeita para expressar sentimentos de sucesso, embora o significado mais tradicional da flor gérbera, entretanto, são a beleza, inocência e pureza. Um bouquet de gérberas ou um arranjo de gérbera tornam o presente perfeito e com certeza iluminará o dia de quem o receber, seja um aniversário, casamento, sucesso em um novo emprego, entre outras ocasiões. Algumas dicas para presentear com flores:* Para Homens: Amarelo e laranja em especial arranjos de gérberas.”
(
http://blog.florencanto.com.br/category/tudo-sobre-flores/gerberas/)

E de repente decidiu-se que a pessoa mais “especial” do dia seria presenteada com uma gérbera. Uma gérbera dada a cinco pares de mãos e por decisão que havia de ser unânime! Lógico que este consenso nunca saiu e gérberas murcharam, se perderam ou foram distribuídas suas pétalas para não gerar maiores injustiças.
(Que o diga aquele rapaz de ombros largos que passeava pelo shopping Morumbi...)
No final das contas, gérberas ganharam um significado muito além! Prima do girassol e da margarida, acabou virando sinônimo de “suco de caju” (hahahahahahahah). Mas serve também para quando, simplesmente, se fica “sem palavras...”, ou ainda para ornar a mesa de um Círio muito especial, ido de isopor de Belém a São Paulo, e servido e orado lá nos Perdizes.
Enfim, Gérbera é a flor de Sampa. Gérbera é, simplesmente, “muita benção”!
Distribuo assim as minhas:

Uma gérbera à melhor companhia de viagens impensadas e impulsivas que se podia haver nesse mundo!
Uma gérbera à melhor anfitriã, que me recebeu no escuro e me acolheu como uma amiga de anos e anos, a quem eu pedirei a Dadá por todo o sempre!
Uma gérbera às melhores companhias, que me muniram das melhores piadas internas, me ensinaram a falar “gxeeeeente”, entraram descalças comigo na padaria às 8 da manhã saindo do Teatro Mars, atravessaram o canteiro da Berrini comigo pra não perder o vôo etc.
Uma gérbera aos meninos de Perdizes que, literalmente, receberam de portas abertas (e nunca mais trancaram)!

Tudo isso é mesmo muita benção, mas é que como Deus é o melhor amigo da Juliana, e a Juliana é minha amiga, acaba que sobram algumas coisas muito boas pra mim também!

É isso, gxeeeeennte!
Beijos, me liga!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Surpreendentes Satyras!



E é mesmo verdade que as coisas despretensiosas acabam se mostrando sensacionais!
Foi assim, despretensiosamente, que topei fazer o programa que Ana Amélia escolhesse, numa sexta à noite, em São Paulo.
Foi sem entender direito o que era essa tal de “Satyrianas” que aceitei o convite pra ir à Praça Roosevelt – que a amiga me explicava ser algo parecido com a região da Riachuelo, mas que havia sido restaurada, apesar de ainda rolar uns suicídios por lá – onde teria não sei quantas mil horas de peças de teatro ininterruptas e cheia de uns barzinhos legais.
Bastou descer do carro pra começar a ter idéia de que aquilo era maravilhoso. Um monte de gente de todo tipo andando pela rua, pra lá e pra cá, sai dum teatro entra noutro, come um milho ali, um “dogão” acolá, esbarra em globais e se embasbaca com atores, diretores e autores até então desconhecidos.
E a rave de teatro começou muito bem. Depois da Chuva, do meu mais novo super-admirado Otávio Martins, é a coisa mais linda, delicada e nã nã nã que se podia ter escrito! Aquele texto que umedece os olhos do início ao fim, mas sem fazer chorar porque é muito mais que isso, sabe como é? Bom, eu sei...
Ah, e depois veio música na praça, algo que ia da Capoeira ao Arrasta Pé na maior naturalidade. E de repente se conhece alemães, e chilenos, e ruivos e lindos cabeludos. Fora as duas queridas do El Truco, com seus olhos borrados e coturnos modernos, a me fazer morrer de rir levantando a saia pra ganhar um global ou me acompanhando no “CarnaSatyrianas” que só terminou às 6 horas da manhã!
Faltam palavras pra descrever tudo como deveria ser descrito. Esquetes de piada, homenagens a Paulo Autran, um fantoche sem cabeça horripilante, uma peça de Zé Celso (claaaaaro que tinha nu!), um sósia de Móveis Coloniais, amigas se dando bem, tapas na cara às seis da manhã pra não perder um minutinho da peça mais tocante que fechou minha rave teatral com chave de ouro: Pilha de Pratos na Cozinha.
Sintam-se deveras beijados e amados todos aqueles que me proporcionaram essa noite!!!

terça-feira, 26 de setembro de 2006

Clichê


Clichê bom é chegar na esquina da Ipiranga com a Avenida São João e se deparar com Demônios da Garoa tocando Sampa.
Coisa boa hein?!?
Melhor ainda é viver esse cartão postal com amor e com amigos.
"Quás quás quás quás (...) Não posso ficar mais nenhum minuto com você..."
Muitos choppinhos, muitos choppinhos!
Subindo ali, tem uma menina cantando jazz e mpb. E canta, viu?!!! A banda com ela, boa demais. Lembro que alguém tirou foto com o Sr. Baterista e disse a ele que era o Ed Motta depois da cirurgia do estômago. Acho que ele não curtiu... Mas foi só puxar um papo sobre Milton Banana e ficou tudo bem. Quanto à menina, a que bem cantava, se despediu dizendo para que comêssemos pato no tucupi por ela, era nossa vizinha de Manaus.
Pra terminar: Pernil com queijo no pão careca, lá no Estadão. Mas o Seu Geraldo Alckmin come lá, aí o Sávio não come. Onde é que o Lula come??

sábado, 2 de setembro de 2006

É de verdade!


Como muitas coisas tem sido ultimamente, esta começou pelo orkut.
Quando um belo dia, lá pelos idos do mês de maio ou junho, entrei de cabeça na comunidade "Quero um show do Chico Buarque", e fuçando por lá encontrei pessoas que demonstravam ter informações seguras sobre um possível show do moçoilo dos olhos azuis.
Acompanhei diariamente essas pequenas notícias virtuais, cheia de esperança, mas ao memso tempo sem acreditar, no fundo, no fundo, que seria verdade.
Há alguns anos atrás já havia decidido que, onde quer que fosse, quanto fosse, se o Chico fizesse um show, eu estaria lá! Afinal de contas, sabe-se lá se haverá outra oportunidade... Não que eu esteja matando antecipadamente a unanimidade brasileira, mas vai que ele resolve só querer jogar sua bola no Politheama, ou se especializar em seus affairs com mulheres casadas em plena praia de Copacabana... E convenhamos, apesar de ser o Ricardão mais tolerado pelos maridos e namorados brasileiros, ele não é mais nenhum rapazote!
Notícias confirmadas. Ingressos comprados. Passagens compradas, Hotel reservado. Rumo ao Chico Buarque... ai que frio na barriga (nervoso!!!!).
Peço licença aos parcos leitores, é provável que neste blog só se fale em Chico Buarque por um tempo. Quem me conhece entenderá, quem não conhece, tentarei explicar!

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Por acaso, uma boa ação. Pratiquem, dá sorte!

São Paulo, 04 de junho de 2006.

Olha só que programaço de domingo: show do Paulinho Moska, meio dia e meia, num shopping, ingresso 1kg de alimento. Espetáculo, não??!!
Chegamos no Shopping Frei Caneca, compramos nossos 2kg de arroz e começamos a busca pelo Paulinho Moska.
- Moço, sabe onde vai ser o show do Paulinho Moska??
- Paulinho Moska? É peça?
- Não, moço, é música.
- Ah, é uma banda?
- Não moço, é um cantor.
Procura-se Paulinho Moska desesperadamente. Nos sete andares do shopping. E nada.
Depois de muita pesquisa e uma ligação pra mãe da Renatinha lááááááá em Belém que viu pra gente na comunidade dele do orkut, percebemos: dia certo, hora certa, shopping errado. Puuuuutz!!! Digam aqueles que conhecem, não é algo típico de acontecer comigo e com a Renatinha???? Enfim. Já era o Paulinho Moska, e nós vagando no shopping com 2kg de arroz...
De prêmio de consolação, estava em cartaz no teatro de lá "O Pequeno Príncipe", que era uma das coisas que eu queria ver em SP, mas que não tinha se encaixado na programação. Bilheteria: "- Olha, a peça é 16hs, mas acabaram os ingressos. Talvez tenha uma sessão extra às 14hs porque tem muitas crianças que vieram e não conseguiram ingresso." Ebaaaaaaaaaaaaaaa!
A Mila, uma amiga da Renatinha ranzinza e muito divertida (que paradoxo não??) que acabava de conhecer e que ia pro show do Moska com a gente, soltou uma pérola que precisa ser registrada: "- Adoro o Pequeno Príncipe porque a Luana Piovanni ferrou o cabelo dela!!". Heheheheh. Mila não curte teatro, nem Luana Piovanni, e foi pro cinema.
Compramos nossos ingressos e assistimos a peça com nossos 2kg de arroz-da-sorte debaixo dos braços. O espetáculo é liiiiiindo, inclusive merece um post só pra ele, cheio de lembranças da infância, muito bom. No final, Renatinha ainda foi sorteada e ganhou um abraço do Pequeno Príncipe além de brindes (garrafinhas de refrigerante, boné e camiseta), um mimo, hehehehe. Imagino que as crianças do teatro não tenham gostado muito.
- Amiga, temos que doar esse arroz porque apesar de tudo, as coisas tão dando certo, acho que tá dando sorte!!
Na saída do shopping, doamos os 2kg de arroz a uma senhora que muito agradeceu e seguimos para a Vila Madalena, lugar onde Pequenos Príncipes perderam a inocência e tomaram chopps, como se pode ver na foto abaixo.
O programa da noite era no SESC-Pompéia, show Obra Viva Cazuza, com o tudo de bom Ney Mato Grosso. Lá fomos nós, eu Renatinha e Mila. Ainda do lado de fora, uma cartaz enorme: INGRESSOS ESGOTADOS.
Mas não pode ser! Não temos outra coisa pra fazer! Queria muito ver o Ney! E a sorte do arroz?????
O jeito era se conformar. As meninas foram comer batatas fritas enquanto eu pegava a programação dos outros Sescs pra ver se salvávamos minha última noite em SP. No caminho, uma rodinha de senhoras conversam sobre ingressos.
- Vocês estão vendendo ingresso?
- Estamos sim.
- Poxa, mas o problema é que eu preciso de três!
- Ótimo! Temos três pra vender! E ainda mais barato que na bilheteria!
Inacreditável. Cheguei com as meninas com os três ingressos na mão. E foi quando alguém (não lembro quem foi) soltou a segunda pérola do dia: "TÁ VENDO, É A BENÇÃO DO ARROZ!!!!"

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Infinito Particular


São Paulo, o2 de junho de 2006 - noite.


Ansiedade, musiquinhas na ponta língua, super-binóculos-chinês a postos e rumo à Marisa Monte. Ebaaaaaaa!!!
Claro que no meio do caminho teve o lance da Renatinha que esqueceu a meia entrada e tivemos que voltar em casa (alôôw, é São Paulo: distâncias, engarrafamentos e tudo mais), e a Carol encarnou o Schumacher no volante, e quase a gente dá de frente com outro carro... mas isso foi só pra dar uma pitada de emoção, no final das contas deu tudo certo.
No CredicarHall, fomos encaminhadas a nossos "indevidos" lugares (a platéia superior) que realmente não é dos melhores, meio alto (bem que o papai me disse:"Menina, sobe no monte pra ver marisa"), mas de onde daria pra ver o show com tranquilidade, é o que importa. Pra fingir pra nós mesmas que somos chiques compramos uma garrafa de vinho (garrafinha, na verdade) pra tomar antes de começar. Foto. Lógico.
O show é maravilhoso. Meus agradecimentos à minha patrocinadora (viva a promoção!!!!) Tam Empresas Aéreas. Fico a cada música mais satisfeita de ter vindo. Com vontade de mais, mais, mais. Intimista, de fato. Mas nada que impeça os braços desengonçados da Marisa Monte se agitarem em uma música ou outra. Músicas que sempre quis ouvi-la cantar ao vivo: Segue o Seco, Maria de Verdade (já valeu a noite!), Alta Noite.
Como diz em Gerânio, é infinita, sensível, linda!
Encantamento. Penso que assistir a um show da Marisa Monte remete exatamente ao lugar que ela descreve em Vilarejo.

Vilarejo
(Marisa Monte, Pedro Baby, Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes)
Há um vilarejo ali, o
nde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa, vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe, paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal
Frutos em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá, Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa...
Lá o tempo espera, lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando os caminhos, os vestidos, os destinos e essa canção
Tem um verdadeiro amor
Para quando você for.

Quantas horas mesmo tem um dia????

São Paulo, 02 de junho de 2006 - dia.

Sono, muito sono. Frio, algum frio. Dinheiro, nenhum dinheiro.
Comprar um super bilhete único para fazer os 500 programas previstos pra hoje.
Sou a única pessoa que anda de camiseta nessa cidade. E a Renatinha a única que anda de sandália aberta e de salto alto.
Museu da Língua Portuguesa. Não queria ir embora nunca mais. Estava com saudades de lá antes mesmo de sair. Música, etimologia, jogos de palavras, Guimarães Rosa, dezenas de poemas escritos nas paredes, uma árvore construída de palavras. Nossa!
Descobri que Guimarães tem origem germânica (!), os portugueses se apropriaram. E descobri ainda que sabia quase todas as palavras do painel da origem Tupinambá, heheheheh. Orgulho de ser paraense!
Brincando de personagem, escolhi seguir a trilha do Riobaldo, do Grande Sertão Veredas, e tive que subir várias escadas íngremes para ler as suas mensagens(o que o meu "eu-macaca" adorou); Renatinha, escolheu Diadorin, mas teve dificuldades em ler todas as mensagens na água através de espelhos.
Foi difícil sair de lá.
Pinacoteca. Que chão vermelho mais legal! Fotos. Conhecemos as obras do Sr. Fúlvio Penacchi, um faz tudo. Auto-retratos, propagandas, projetos de tumbas, casas e cozinhas, afrescos etc. Era de fato "um mil e uma utilidades" este Senhor. Entrada rápida na sala do século XIX e sala do século XX. É um sentimento meio besta, mas dá uma sensação de participação no mundo quando olho pra obra e vejo que a assinatura é daqueles de que sempre ouvi falar ou li em livros: Portinari, Di Cavalcante etc.
Mas o tempo é curto, e chegou uma hora em que só topávamos olhar obras que tivessem banquinhos em frente, as consequencias das andanças davam sinal.
Praça da Sé. A quantidade de gente em pé fazendo nada me assustou. Não houve explicação que amenizasse. Este é um fato de SP que fiquei sem entender. O que fazem aquelas centenas de pessoas em pé, paradas, tipo poste, na Praça da Sé????? O único a fazer algo que identifiquei era um desses pregadores da bíblia, mas desses em que praça não há?
Igreja da Sé. Uma visitinha bem rápida à Aparecida. Foto (um cachorro amigo insistia em posar pra Renatinha, mas consegui me sobressair).
Páteo do Colégio. Segundo informações seria o lugar onde começou São Paulo. Todo o entorno é tão bonitinho, prédios clássicos, a Casa de Anchieta (um lugar bem parecido com aquele em que todo mundo pára na estrada de Salinas pra comer sanduíches naturais gostosos, esqueci o nome!) que é um refúgio de paz cheio de arvoreszinhas bem no centro de SP.
Mas o mais legal é o painel de impostos que dá pra ver de lá. Um painel eletrônico enorme, os números crescendo incessantemente, o que significa mostrar a quantidade de impostos que se paga só pra se indignar ainda mais sobre o quê se faz com eles.
O dia foi imenso. Turístico. Produtivo. Interativo. Cansativo.
Mas ainda há o motivo da viagem a SP. Marisa Monte.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

O Fantaaaaaaaaaaasma da Ópera estáááááá....

São Paulo, 01 de junho de 2006.
Seguindo o programa de bolso do Renatinha, pela manhã passeios tradicionais.
Mercado Municipal. Lindo, limpo, e cheio de coisas gostosas. Pastel de bacalhau (segundo o papai, lá onde o André e a Júlia foram comer na novela... é, meu pai está viciado em Belíssima!). Sanduíche de mortadela (ou “mortandela”, segundo “os mano”), mas esse só pra olhar mesmo, porque, eca, dá nojo daquele treco. Queijos, muitos queijos (primadona e gorgonzola, hummmmm). Azeitona Argentina, tudo de bom. E a famosa cachaça canelinha que a Renatinha tanto falava... Muito doce.
Caminhada pela 25 de março. Puro cooper, porque comprar que é bom estava realmente fora dos planos. Os policiais passando por lá e os camelôs enrolando sei lá como as mercadorias embaixo do braço, são uma atração à parte. Segundos depois ta todo mundo no mesmo lugar, uma perfeita metáfora da fiscalização de tudo no Brasil. O mais interessante é que os vendedores dos shoppings (ou da China!) que são tão ilegais e cheios de contrabando quanto os camelôs, até acenam e mandam beijinhos pros policiais... vai entender!
A compra do dia: um binóculo para assistir a Marisa Monte. Paciência, só conseguimos comprar ingresso para a platéia superior na qual, segundo a comunidade dela no orkut, só dá pra ver um pontinho branco vestido de preto e vermelho cantando. O binóculo chinês é um espetáculo, funciona como luneta, pois só dá pra enxergar se taparmos um dos olhos, uma beleza!
À noite, contrariando todas as desesperanças, conseguimos comprar ingressos para o Fantasma da Ópera para o mesmo dia, tudo bem que mais uma vez era platéia superior, mas enfim, já tínhamos nosso super-binóculo-chinês-pra-ver-com-um-olho-só que acabaria com esse problema.
Sobre a ópera, não há palavras suficientes pra dizer o quanto é linda. A produção é um espetáculo, figurino (e trocas de figurino), cenário (e trocas de cenário), atores/cantores etc. Fora que meu conhecimento leigo sobre a história do Fantasma estava completamente equivocado, ele não é exatamente o mocinho como eu achava (dããããã), mocinho é o Raoul, muito mais bonito por sinal, mas que cantava muito menos que o “Anjo da Música”.
Mas uma coisa marcou a noite. All I Ask Of You. A música mais conhecida da ópera. Na tradução deles, a música era mais ou menos assim:
Raoul:
Então diga que partilhará comigo um amor, uma vida
Permita-me te tirar desta solidãodiga que precisa de mim, com você ao seu lado
Aonde quer que você vá permita-me ir junto.
Christine, isso é tudo que te peço.
Christine:
Diga que partilhará comigo um amor, uma vida
Fale apenas isso e eu te seguirei
Porém, no entanto, todavia... Quem é que lembra que uma outra tradução dessa música embalava nossas salas assistindo a novela das 8??? Tieta!!!!! Era mais ou menos assim:
Ele:
Olha nos meus olhos, esquece o que passou.
Aqui neste momento, silencio ou sentimento.
Sou o teu poeta, eu sou o teu cantor
Teu rei e teu escravo, teu rio e tua estrada.
Ela:
Vem comigo, meu amado amigo
Nessa noite clara de verão
Seja sempre meu melhor presente
Vou contigo, seja aonde for
E onde estiver estou.

E foi assim que olhava pra Christine e pro Raoul, e me lembrava cheia de saudades de Maria Imaculada e Caaaaardo!!!!!

quinta-feira, 1 de junho de 2006

O primeiro dia

São Paulo, 31 de maio de 2006.

Quem me conhece sabe... tem coisas que só acontecem quando se está com a Renatinha!
Primeiro dia em São Paulo, sou recebida no aeroporto com uma programação "de bolso" por ela elaborada e personalizadíssima. Tanta coisa pra fazer que temo que tenhamos que apelar para cafeínas, ligadões ou redbulls para dar conta, não somos mais as meninas de outrora...
Mas vamos às bizarrices...
Rumo ao Parque Ibirapuera, passa por nós um andarilho com uma placa: PROCURO MEU IRMÃO, ELE É PORTUGUÊS. (...) Tudo bem, não era pra ser engraçado, o rapaz perdeu o irmão, tá sozinho no mundo etc. mas... não dá... muitos risos, muitos risos... E pra história não parar por aí, logo em seguida passamos por um Sr. que falava tantos "ora, pois", SÓ PODIA SER O IRMÃO!!!! Só não fizemos o reencontro porque isso é papel do Gugu ou daquele vocalista do Negritude Jr. que também tem um programa desse tipo aqui em São Paulo.
Chegando no Parque, somos abordadas por uma palhaça (isso mesmo que você está lendo, uma plahaça!), a Guigui, que queria que nós parássemos 10 minutinhos pra fazer uma avalição física "gratuíta" (com acento mesmo no i), afinal (você não sabia???) hoje é DIA INTERNACIONAL DA AVALIAÇÃO FÍSICA!!! E a deselegante da Renatinha pergunta se aquela barrigudice dela era padrão... a Guigui estava grávida, Renatinha. Quanto aos outros palhaços, a Guigui explica: a barriga deles é lombriga mesmo!
Museu de Arte Moderna (MAM). Entrada R$ 5,50. Putz, não temos dinheiro. Senta-se no chão, en frente à porta de entrada do Museu, e conta-se moedas, muuuuuuuitas moedas, até que deu. Depois de ver toda a nossa humilhação, a moça da entrada nos diz "Hoje a exposição é gratuita", tudo bem, pelo menos dessa vez foi sem acento no "i".
Tratava-se de uma exposição do Volpi. "A música da cor". Muitas bandeirinhas. Bandeirinhas em tudo. Só bandeirinhas, fachadas com bandeirinhas, mastros com bandeirinhas... Chegamos à conclusão de que realmente o rapaz tem algum trauma de infância do dia de São João. Será que ninguém tirou o pobrezinho pra dançar na quadrilha e ele sempre ficava pra fazer a dança da vassoura????
Gracinhas e bandeirinhas à parte, curtimos a exposição. Vamo pra casa que amanhã tem mais.