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terça-feira, 22 de março de 2011

Passatempo (ou lição sobre primeiras impressões no Bukowski):

Faça a relação entre as colunas:

(1) Cara bonito que cantarola Chico Buarque
(2) Cara que pega a sua capa de chuva emprestada na fila da balada
(3) Cara que se finge de gringo num inglês xexelento para se aproximar
(4) Cara com 18 anos de idade em balada de adulto

(a) Papo super interessante
(b) Grande babaca
(c) O mais legal da festa inteira
(d) Ganhou atenção de todas as meninas

Gabarito: 1-b; 2-c; 3-d; 4-a.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Para não esquecer do Carnaval

Versinho da Ida

Fosse eu duas, pulava era os dois carnavais
Mas como umazinha que sou e na falta de muitos reai$
Recife e Olinda ficaram para a próxima
Me encontrem em Ipanema, na Vinícius de Moraes.

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Versinho de Circo

A razão para a existência da Orquestra Imperial
É mesmo o Circo Voador e o seu Baile de Carnaval.
Sem Amarante, Max Sette e Moreno Veloso
Tapavam buracos: marido de Regina Casé e um crooner misterioso.
Thalma, Jacobina, Domênico e Kassim são mais que suficientes.
Sinceramente, nem percebi que a Nina não estava presente.
Lembro que Fernanda Torres pulava freneticamente fantasiada de Vani
E por alguma razão queríamos porque queríamos que a Thalma cantasse Gaby.

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Rapidinhas:

Matemática: 02 garrafas de vodka divididas por 04 mocinhas é uma conta que não deve mais se repetir para a felicidade geral da nação das moças de boa família.

Ideia fixa de se fantasiar de noiva no Carnaval não costuma terminar bem e ainda é provável que camufle algum daqueles desejos contidos que usualmente levam as moças à terapia.

Aquela máxima de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço: arquibancada popular da Sapucaí está aí pra relativizar a Física.

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Novo dito popular:
"Faca de cozinha não serve nem para rasgar suspensório de palhaço"

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Palavra do Carnaval = Piúba

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Dança do Carnaval = Magaly

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Lugar do Carnaval = Praça São Salvador

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Cena do Carnaval = Volta da Sapucaí, pós desfile da Beija-Flor. Metrô lotado. Muito. Abarrotado. Gente cansada, fantasiada, bêbada, dormindo, de tudo um pouco. 8hs da manhã. Porrada entre duas mulheres. Puxão de cabelo. Arranhão. Uma carioca x Uma turista. E um ser humano vestido de KIKO (aquele, amigo do Chaves) tentando apartar.

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Diálogos:

No bar (todas de head-band):
- Moço cadê minha vodka? Eu já te entreguei o ticket.
- Não entregou, não. Quem entregou foi ela.
- Ela TAMBÉM. Mas eu já entreguei meu ticket e quero a minha vodka.
- Desculpa é que eu fico confuso com tanta menina com esse troço na testa.
- Ah, e por causa disso tu ficas goiaba?

No taxi:
- Ih, fiz uma corrida com esse taxista ontem, ele é um estúpido.
- Blá, blá, blá, blá, blá (gritinhos, risadas etc).
- Fica quieto que esse taxista é nazista.
- Quê? Passista?
- Fala baixo, pô. Na-zis-ta.
- Anh? Passiva?
- Ai meodeus, NAZISTA!

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Lista das coisas mais bacanas que aconteceram no "Me Beija Que Eu Sou Cineasta":

1º- Encontrar Marcelo Rubens Paiva bebum, descamisado e com uma cara muito sapeca no meio do bloquinho;
1º- Tomar banho de purpurina azul que na verdade era pó de pirilim-pim-pim pois me devolveu toda a energia para o Carnaval já perdida há dias;
1º- Dançar diminutivos muito queridos: Dominguinhos e Gonzaguinha;
1º- Ser mais uma vez personagem de uma sincronicidade absurda que ainda precisa de mais uns 10 Carnavais para ser compreendida;
1º- Chamarem Otto pra subir no Trio e ele nunca mais descer;
1º- Cantar "Ereção" para o Rubinho Jacobina;
(tem mais...)
E não consigo enumerar por ordem de preferência, então os acontecimentos ficam assim, todos em primeiro lugar.

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Versinho da Volta

E a viagem feita com o coração apertado,
O dinheiro contado e o humor alterado,
Acabou tendo seu fim por cinco dias adiado.
(tudo culpa do localizador - VGFJ6E - decorado)
E desse tempo esticado ficaram:
Um encontro marcado, um reencontro frustrado,
Um Jeneci(CD) autografado, um Cartola(LP) comprado,
Um banho de cachoeira tomado, um amigo consolidado,
Enfim, um Carnaval, modéstia à parte, muito bem aproveitado.
=)

sábado, 19 de março de 2011

O Dramin, o Rio e o Ondjaki

Talvez eu já tenha perdido o "timing" de contar do Carnaval. Mas é que rendeu assunto/risada/lição pra mais de dez feriados. Acho que vale a pena guardar na memória (aqui denominada blog) em forma das Tirinhas Carnavalescas, tal qual o ano passado (ê saudade do Récife!). Vou fazer. Num próximo post. Porque esse, de tirinha, nada tem.

É que tava aqui lembrando do quanto me faltava espírito carnavalesco enquanto rumava ao RJ. E aí tomei um dramin para apagar e acordar lá no Galeão pronta para ser contaminada pelos fanfarrões ao redor.
Acontece que no meio do caminho havia Fortaleza. Havia duas horas no aeroporto de Fortaleza no meio do caminho. Dopada, não conseguia manter a cabeça ereta. Muito menos os olhos abertos. E me apavorava com a ideia de perder o voo e passar o carnaval no Beach Park. Pensei em escrever num papel o numero do voo, horário e destino para que algum bom samaritano me acordasse para o embarque. Não tinha forças pra escrever. E decidi que era exagero. Não era: num acordar sobressaltado entrei na fila do embarque de um voo para Campinas. Fui barrada, ufa! Ainda preferiria o Beach Park.
Alcançado o destino correto, um pouco grogue mas já bem dona de mim, uma fatia de escola de samba me recebe no desembarque. Putz, não fui contaminada. Achei a mulata feia, as roupas de mau-gosto, a bateria descompassada. Problemão!
Mas o Rio, sábio, macaco-velho, cheio de manha, tascou na minha frente um dos meus escritores "nova-safra" favoritos: Ondjaki, fofo, angolano, por quem tenho enorme carinho e de quem levava um livro na bolsa que pretendia ler na viagem, pretensão frustrada pelo dramin. Sentei ao lado dele pra esperar o ônibus e enquanto ele fumava um cigarro que não me incomodou, eu ri de canto de boca já contaminada pela receptividade personalizada do Rio de Janeiro.
No ônibus, fui lendo Ondjaki atééééé Copacabana, e ele me disse assim ó:

"Sabes o que é não sentir o coração e sentir o coração, tud' uma batida só, sangue leve no peito e lágrimas limpas a escorrer? Faz conta foste na pesca, rede e tudo, e em vez do peixe grande meteste a rede na água e te veio uma nuvem? Se é impossível? Eu sei lá, avilo, eu sei lá... Desde candengue que ando então a ver as nuvens dançar nas peles do mar, e me pergunto: assim calminho, liso tipo carapinha com desfrise, o mar não tem as nuvens dele também? De onde eu venho é muito longe, por isso, juro mesmo, nasci de novo. Vou te confessar: espanto é só aquilo que ainda nunca tínhamos vivido com a nossa pele!
Avilo, desculpa tanta filosofia, o que tenho é sede mesmo.
Num tenho dinheiro, num vale a pena te baldar. Mas, epá, vamos só desequilibrar umas birras (cervejas); sentas aí, nas calmas, eu te pago em estória, isso mesmo, pura estória daquelas com peso de antigamente, nada de invencionices de baixa categoria, estorietas, coisas dos artistas: pura verdade, só acontecimentos factuais mesmo. A vida não é um carnaval? Vou te mostrar alguns dançarinos, damos e damas, diabo e Deus, a maka da existência."

Duas primeiras lições do Carnaval:
1 - Dramin, nunca mais;
2 - O Rio tem todas as manhas pra me conquistar, até quando eu ACHO que estou difícil!

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Onze meses depois...

Dentre tantas coisas fantásticas e com sotaque que aconteceram no Carnaval do ano passado (Recife/Olinda-PE) teve uma que me deixou encafifada (desassossegada, em bom pernambuquês) esse tempo todo: Na porta de entrada da Festa "Sem Loção", um aviso em papel A4 feito às pressas (como se não houvesse muito tempo para impedir a tragédia) impresso em negrito, sublinhado e capslock com a frase "PROIBIDA A ENTRADA DE DEBORA SECCO".
Foram meses de elocubrações até aceitar que nem sempre saberemos os porquês das coisas - assim é a vida, meus senhores - e, enfim, me rendi ao riso pelo riso.
Por sorte e para a minha boa saúde, a curiosidade que há tanto vem matando o gato, nunca me matou. Ri. Na verdade, morri de rir. Fotografei. Espalhei a história. E deixei rolar...


[Corta a trilha sonora do frevo e do maracatu]
CENA: RIO DE JANEIRO. GERAIS. EXTERNAS. DIA/NOITE
Entra a trilha sonora do samba. Planos de paisagens do RJ. Anoitece na praia. O calçadão se ilumina. Corta para o Bairro de Botafogo. Bar lotado.
LEGENDA: Onze meses depois...
CENA: BOTECO SALVAÇÃO. INTERIOR. NOITE.
Mesa de bar. Noite festiva, animada. Maíra, Renata, Mari e Lelê comemoram o aniversário de Danielle. Todas bebem, felizes. (E o que mais a direção imaginar)

E aí que às vesperas do aniversário de 01 ano da visão daquele aviso encafifante, Lelê, pernambucana, comunica às demais personagens que terá no Rio de Janeiro uma festa muito boa de Recife chamada "Sem Loção". Dou um pulo na cadeira! (Insertar um mini-flashback). Digo que fui àquela festa. Lá mesmo, em Recife. Isso! No Carnaval do ano passado. Lelê ri cinicamente, aquele riso de quem sabe das coisas: "Então, você foi na festa da Debora Secco?"

E finalmente eu soube.

Debora Secco estava na cidade para gravar um comercial qualquer (ou algo do tipo, isso não é importante para a trama) e soube que aconteceria a festa. Hype, descolada e alternativa, teria anunciado que pretendia por lá aparecer - o que foi publicado em alguma coluna, ou revista, ou espalhou-se mesmo no boca-a-boca de sotaques de "tês" e "dês" tão queridamente pronunciados. Os organizadores da "Sem Loção", preocupadíssimos com a boa reputação da festa, teriam tratado de tomar a urgente providência. E foi assim que afixou-se na porta de entrada o fantásTico aviso: PROIBIDA A ENTRADA DE DEBORA SECCO.

Se ela foi? Jamais saberemos...
Se ela soube? Tomara. Porque a história é tão boa, tão boa, que merece ser levada na esportiva.
Eu, livre da ignorância, quase um ano depois, ri tudo de novo!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Na praia com Helena

Helena tentava ler o nome do ator de uma peça num cartaz que estava do outro lado da estação do metrô. Perguntou se eu tinha vista boa. Não tenho. E foi mesmo só a introdução da conversa porque foi a própria Helena quem conseguiu ler.
Bonita, longilínea, cabelos brancos cacheados (e cheios de viço!), sorriso largo, olhos de mar e sotaque paulista.
Quem levou Helena pro Rio foi seu 4º marido, e fez muito bem, pois a praia de Ipanema era a praia dela. Helena nadava "muito pra lá da arrebentação" quase todos os dias, e me mostrava o braço torneado para comprovar. Nem era preciso.
Aliás, ela estava morrendo de saudade de sua praia. É que há um ano, Helena teve um aneurisma cerebral, ficou 60 dias em coma - "Quase vou mesmo, coração parou e tudo!", ela me dizia - e agora teve que ir morar com o filho em Copacabana e nem pode fazer seus exercícios diários enquanto o fisioterapeuta não liberar. Ela já disse a ele, aos filhos, a todos, que está se sentindo ótima - o que de fato aparenta - mas prometeu não teimar.
O 1º marido de Helena era paraense. "É que vieram tantos depois desse" que ela não pôde identificar meu sotaque. Tão logo soube da minha procedência, quis pronunciar todas as palavras aprendidas: cupuaçu, jambu, Cairu... Foi quando Helena quis me acrescentar à família, me apresentaria o filho mais novo e quem sabe assim teria netinhas de olhos puxados indígenas e da cor dos dela. Encantador o humor de Helena.
E como Helena estava adiantada para a fisioterapia, achou por bem fazer uma horinha comigo na praia, a praia dela. Matou um pouco da saudade e eu não poderia ter melhor companhia. Em 30 ou 40 minutos batemos o maior papo do mundo inteiro, as boas histórias dos meus 28 anos em sotaque paraense e as boas histórias dos 70 dela em sotaque paulista, tudo ali, no sol, na areia e nas esfihas de espinafre do Mustafah em Ipanema.
Até que o relógio interveio na cena e Helena partiu à fisioterapia. Desejei ligeireza na recuperação e disse que fosse com cuidado. Ela me desejou um dia lindo e disse que eu era uma amiga adorável.

Algum tempo depois, um amigo pergunta se eu estive a manhã inteira sozinha na praia. Digo que não. Estive na praia com Helena. Acostumado aos meus gracejos, pergunta: "Sei... A Helena do Manoel Carlos, né? Na praia do Leblon?". Não, amigo, a minha Helena é de Ipanema e de Manoel Carlos não tem nada. Está muito mais pra Silvio de Abreu, Carlos Lombardi ou Gilberto Braga.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Pra começo de conversa...


O ano começou assim.
E o Universo está a meu favor.
É isso.

* foto de Luena-Zi

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Órfãos do Eldorado: o presente, o Jabuti e o recado.

Laranjeiras, Rio de Janeiro.
Eu, toda serelepe - como de costume - na fila pra entrar na Casa Rosa.
Aquela energia de "ah, como me sinto em casa no Rio e blá blá blá".
Aquela zombaria sobre quantas vezes já estive lá no ano.
Aquela explicação de que, na cabeça das pessoas eu vou muito mais ao Rio do que de fato vou.
E aí, descendo a ladeira da Rua Alice ao nosso encontro, aparece a amiga conterrânea com um presente de aniversário um mês atrasado, e não por isso menos amado, mas que no mínimo seria uma sacolinha a carregar a noite inteira enquanto se sambava. O que importa? Guardei no coração.
Era "Órfãos do Eldorado", o livro do Milton Hatoum, nosso vizinho regional, nosso companheiro de FLIP e parceiro de mesa e de tema literário do Chico.
Ouso dizer que o distinto senhor também foi alvo de uma paixonite repentina surgida lá por Paraty. Mas isso são outros quinhentos.
O fato é que hoje vi que o livro foi o 2º lugar na categoria Romance do Prêmio Jabuti 2009 e logo lembrei de todas as ocasiões: a que o conheci, em Paraty; a que me presentearam, no Rio; e a que li o prefácio, em casa.
Não tenho exatamente noção se a amiga conterrânea tinha consciência do presente que me dava (no fundo, acho que tinha sim!), mas a primeira coisa que o livro me disse foi isso:

Dizes: "Vou pra outra terra, vou pra outro mar.
Encontrei uma cidade melhor que esta.

Todo o meu esforço é uma condenação escrita.
E meu coração, como o de um morto, está enterrado.
Até quando minha alma vai permanecer nesse marasmo?

Para onde olho, qualquer lugar que meu olhar alcança,
Só vejo minha vida em negras ruínas
Onde passei tantos anos, e os destruí e desperdicei".

Não encontrarás novas terras, nem outros mares.
A cidade irá contigo. Andarás sem rumo
Pelas mesmas ruas. Vais envelhecer no mesmo bairro,
Teu cabelo vai embranquecer nas mesmas casas.
Sempre chegarás a esta cidade. Não esperes ir a outro lugar,
Não há barco nem caminho pra ti.
Como dissipaste tua vida aqui
Neste pequeno lugar, arruinaste-a na Terra inteira.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Milhas e milhas antes de dormir


Duas horas da manhã e uma insônia amiga me mantém acordada. Um anjinho sopra no ouvido: liga o computador, liga o computador... E eis que no primeiro site de notícias, PÁ, promoção de milhas na TAM! Ah, vá, é um sinal ou não é?
Da boa notícia para o aeroporto foi um pulo. E das minhas preciosas 7 mil milhas para um trecho honesto rumo a FLIP, um duplo mortal carpado!
Balanço do dia:
Destino = ok
Passagem de ida = ok

(fogos, muitos fogos!)

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A pergunta que não calará jamais:
Por que, TAM, por quê?
Caso você não tenha em mãos o seu cartão fidelidade, assinatura eletrônica e não possua a sua senha de 4 dígitos do TAM fidelidade, ah, nenhum problema: passagem emitida, taxa de embarque de praxe paga no débito, tranquilo.
Porém, "aaahh, porém", caso você esteja com cartão, assinatura eletrônica, CPF e o escambau, e ainda possua a sua senha de 4 dígitos do TAM fidelidade, aí, querida, volta pra casa e compra a passagem pelo site, ou será cobrada um taxa de R$40,00 no balcão da loja da TAM.

Quando eu digo que esse papo de tecnologia, modernidade, globalização, nanana, traz uns nós de marinheiro pra nossa vida... hum hum.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Eu vou pra Maracangalha, eu vooouu...


É incrivel como eu e Renatinha não nos aguentamos sem programar uma viagenzinha qualquer. É chegar de uma e agendar a outra, não importa o intervalo de tempo entre as duas, mas a próxima tem sempre que existir em vista.
Colocamos na cabeça que tínhamos que sair de Belém no feriado de Corpus Chrysti, nem que fosse aqui pelo interior: Marudá, alguma dessas Fazendas do sucesso, algo pelo Marajó, algum lugar com cachoeira, enfim. Nosso problema é essa mania terrível e desprovida de finanças de sonhar alto e aí, já viu: toma-lhe www.voegol.com.br e www.tam.com.br
Aí, a gente começa a achar uns trechinhos honestos, tipo São Luís, Fortaleza, essas coisas aqui pelas vizinhanças. É nessa hora que vem o mal da comparação:
- Cara, se é pra pagar quase quinhentos reais por alguns diaszinhos de nada em Fortaleza, melhor juntar uns duzentos a mais e ir pro Rio, não achas? E o que fazer em São Luís, não é o Maranhão que tá debaixo d´água?
Pronto. É o que basta para nossos sonhos alçarem vôos altíssimos, no Fantástico Mundo das Milionárias que Nunca Fomos.
- Pô, mas e se a gente guardar uma grana e viajar em Novembro, tipo Chile e Argentina. Ou tipo Venezuela, Peru e Colômbia. Será que sai muuuito caro ir pra Cuba? Pô, e pegar uma prainha no Caribe ia ser sussa néam?
O pior, ou melhor, sei lá, é que nada disso é descartado. Mas começamos a achar que novembro era, assim, um mês meio distante, e já que abandonaríamos a idéia de feriado de junho, quem sabe ali por julho não rolasse alguma coisa boa...
Putz, tem a FLIP! 01 a 05 de julho, Parati, livros, Chico Buarque, f...

terça-feira, 10 de junho de 2008

Bateu saudade, diletos...

Há um ano atrás eu me descabelava, mochila nas costas, rumo ao Rio de Janeiro.

Roendo as unhas, olhos marejados, ingressos há um mês comprados, atônita, para assistir ao show de despedida dos diletos do meu coração na Fundição Progresso.

Era eu uma das 15 mil pessoas que lá apareceram para deixar bem claro, caso eles não tivessem entendido, que não queria-se aquele adeus, que não engoliria-se fácil aquele papo de "recesso por tempo indeterminado". Mais explicado impossível, pois mesmo em caso de vista grossa, gritou-se muito, mas muito alto, pra ninguém dizer que não ouviu.

Não, não adiantava a voz mansa do Camelo, solenemente vestido para uma festa de despedida, a dizer que todo carnaval tem seu fim. E nem mesmo o Amarante fazer as dançinhas mais bonitinhas do mundo.

O show foi tão tudo, que à época sequer me atrevi a (d)escrever. Não dá. Só pra quem tava lá!

Ainda bem que aquilo tudo se passou no Rio, porque só mesmo o Rio pra possibilitar a catarse. Saí da Lapa e nem sofri. Era o Rio, foi proposital, com certeza!

E a despedida hoje faz aniversário. E a saudade bate na porta. Alguém responde?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Peraltices carnavalescas

Domingo de Carnaval, Rio de Janeiro - Capítulo 1


Amanheceu um dia tímido, sol escondido, nuvens atrapalhando o azul. Não era o cenário típico do dia maluco-colorido-folião que viria pela frente. E quem é que precisa de cenário extra quando se está no Rio de Janeiro, não é mesmo??
Um café com leite e um mixto quente rapidinho pra não perder mais tempo e rumo aos bloquinhos!
Ah, agregou-se uma Renata a mais, achada no calçadão de Ipanema, toda Rainha da Praia (rá!).
Devassa de Ipanema. Chopps ruivos, lógico. Um caldinho de feijão dividido por três (uma Maíra e duas Renatas, já disse.). Aqueles velhos planos de se mudar, aqueles velhos papos sobre futuro típicos dos que passaram dos 25, enfim, É CARNAVAL!
O Bloquinho se chamava "Que Merda é Essa?". Isso porque ele faz o caminho contrário ao do "Simpatia É Quase Amor" e como é muito menor que este, atrapalha e causa aquela expressão. Nem preciso dizer que o histórico do bloco logo nos conquistou.
E o samba do Bloco, o "Por que não te callas?"?!. Não tenho nem palavras, olha:
"Tú é muleke, muleke/É ACM esculachando o beuzebu
O nosso samba, antes que reclames/Não é pra ti, oh Piovani
Fraude no xixi, é treta Rebeca/Romário escondendo a careca
Mas se tomar o café do Dodô/Obina é melhor que o Eto'o
Boi-da-cara-preta na fazenda do Renan/Bota o Senado na cadeia ou no divã
Água sanitária no leitinho das crianças/CPMF já virou lembrança
Por quê no te callas?/É o que eu canto à beça
A gente se resolve é na conversa/Mas uma pergunta nunca falha: Que merda é essa?"
No meio de tudo isso, gravatas, perucas, narizes de palhaço e 3 skols por 5 reais, surge uma plaquinha alegórica do Bloco em nossas mãos: "Por que no te callas Galvão Bueno?". Hahahahahaha. Maior sucesso, muitas amizades feitas por conta do Seu Galvão.
E aí surge aquele espírito-de-porco-brincalhão que só precisava encontrar uma espírito-de-porco-brincalhona (eu!) com a notícia: "O Galvão Bueno tá num restaurante ali na esquina. Topa levar a placa lá?". Opa, ofereceu banana pro macaco né... Lá fomos nós!
Posicionado numa mesa estratégica, de frente pra rua, lá estava Galvão Bueno, tranquilo, almoçando. E começa a passar, de um lado para o outro, uma menina peralta com gravata e nariz de palhaço, com sua plaquinha: "Por que no te callas, Galvão Bueno?".
Muitos risos, muitos risos, muitas fotos, pouca vergonha (senvergonha!).
E uma salva de paaaaaalmas para as peraltices de Carnavaaaaaaaal.
Galvão, ufa, levou na esportiva. Riu, bateu palmas, até posou pra foto. Entendeu que era brincadeirinha de Carnaval.
Mas Seu Galvão, o Senhor sabe né? Toda brincadeira tem seu fundinho de verdade, sei lá...







quarta-feira, 6 de junho de 2007

Rio Caravana Club S/A.


Quem vai pro Rio? Vixi! “Eu, tu, Tatu, Facu, Bacu, Bilu, Reco-Reco, Pé de Anjo, Chama-nome e Dá na mãe!” (By Jorginho).

Numa tarde qualquer, "emiéssiênicamente", eis que Renatinha e eu resolvemos jogar tudo pro alto, comprar passagens pro Rio (salve, salve a Gol!) e ingressos pro último show do Los Hermanos... ai, esse tristíssimo recesso por tempo indeterminado que eles inventaram e que, um dia, quem sabe, eu hei de superar!

Mas e o trabalho? Mas temos dinheiro? E onde vamos ficar?

É como eu disse, jogamos tudo pra cima e RUMO AO RIO!!

Grupo formado: Rio Caravana Club S/A (By Marcella).

Pode haver, contem pra mim, junção mais perfeita que essa?: Amigos, a banda dileta do meu coração, a Lapa, apartamento em Copacabana, sambão programado pro domingo... Não me venham dizer que eu sequer vou pra praia por estar fazendo 10º no Rio, puro despeito da metereologia que não, não vai nos abalar!

O planejamento deve ter durado mais de um mês. Alguns pularam fora, outros, muito bem-vindos e felizardos, pularam dentro. Uns já estão lá a me matar de inveja. Outros, os matarei eu, mais tarde, por chegar um dia antes.

A viagem já é depois de amanhã, que lindo! Mas um depois de amanhã que não chega nunca!
Vem logo, depois de amanhã, vem! Vem que quero pegar esses 10º no Rio, vem que quero andar de mãos dadas e de pileque com meus amigos pela Lapa, vem que quero comprar lenços pra chorar na frente do palco da Fundição Progresso, vem que eu quero ver o maaaaaarrrr!!!!!

É pouco tempo, de fato. Mas isso também não há de ser nada. Basta que sejam dias vividos intensamente, e isto eles serão. Estou dando tchauzinhos a Belém, em boa hora, alegre e saltitante. Tchau às minhas pendências e dependências, tchau trabalho, tchau problemas, tchau à minha vida de seriado da Warner... Estou indo curtir uns capítulos mais relax...

No máximo, quem sabe, posso pensar nos meus episódios num pôr do sol no Arpoador...

P.S. Queridos, se por um acaso acontecer de não mais voltar, não se preocupem, é porque provavelmente eu consegui o Amarante e terei 15 filhos ruivos e cariocas! Beijocas!