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(1) Cara bonito que cantarola Chico Buarque
(2) Cara que pega a sua capa de chuva emprestada na fila da balada
(3) Cara que se finge de gringo num inglês xexelento para se aproximar
(4) Cara com 18 anos de idade em balada de adulto
(a) Papo super interessante
(b) Grande babaca
(c) O mais legal da festa inteira
(d) Ganhou atenção de todas as meninas
Gabarito: 1-b; 2-c; 3-d; 4-a.
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terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
Para não esquecer do Carnaval
Versinho da Ida
Fosse eu duas, pulava era os dois carnavais
Mas como umazinha que sou e na falta de muitos reai$
Recife e Olinda ficaram para a próxima
Me encontrem em Ipanema, na Vinícius de Moraes.
----------------------------------------
Versinho de Circo

A razão para a existência da Orquestra Imperial
É mesmo o Circo Voador e o seu Baile de Carnaval.
Sem Amarante, Max Sette e Moreno Veloso
Tapavam buracos: marido de Regina Casé e um crooner misterioso.
Thalma, Jacobina, Domênico e Kassim são mais que suficientes.
Sinceramente, nem percebi que a Nina não estava presente.
Lembro que Fernanda Torres pulava freneticamente fantasiada de Vani
E por alguma razão queríamos porque queríamos que a Thalma cantasse Gaby.
----------------------------------------
Rapidinhas:

Matemática: 02 garrafas de vodka divididas por 04 mocinhas é uma conta que não deve mais se repetir para a felicidade geral da nação das moças de boa família.
Ideia fixa de se fantasiar de noiva no Carnaval não costuma terminar bem e ainda é provável que camufle algum daqueles desejos contidos que usualmente levam as moças à terapia.
Aquela máxima de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço: arquibancada popular da Sapucaí está aí pra relativizar a Física.
----------------------------------------
Novo dito popular:
"Faca de cozinha não serve nem para rasgar suspensório de palhaço"
----------------------------------------
Palavra do Carnaval = Piúba
----------------------------------------
Dança do Carnaval = Magaly
----------------------------------------
Lugar do Carnaval = Praça São Salvador
----------------------------------------
Cena do Carnaval = Volta da Sapucaí, pós desfile da Beija-Flor. Metrô lotado. Muito. Abarrotado. Gente cansada, fantasiada, bêbada, dormindo, de tudo um pouco. 8hs da manhã. Porrada entre duas mulheres. Puxão de cabelo. Arranhão. Uma carioca x Uma turista. E um ser humano vestido de KIKO (aquele, amigo do Chaves) tentando apartar.
----------------------------------------
Diálogos:
No bar (todas de head-band):
- Moço cadê minha vodka? Eu já te entreguei o ticket.
- Não entregou, não. Quem entregou foi ela.
- Ela TAMBÉM. Mas eu já entreguei meu ticket e quero a minha vodka.
- Desculpa é que eu fico confuso com tanta menina com esse troço na testa.
- Ah, e por causa disso tu ficas goiaba?
No taxi:
- Ih, fiz uma corrida com esse taxista ontem, ele é um estúpido.
- Blá, blá, blá, blá, blá (gritinhos, risadas etc).
- Fica quieto que esse taxista é nazista.
- Quê? Passista?
- Fala baixo, pô. Na-zis-ta.
- Anh? Passiva?
- Ai meodeus, NAZISTA!
----------------------------------------
Lista das coisas mais bacanas que aconteceram no "Me Beija Que Eu Sou Cineasta":

1º- Encontrar Marcelo Rubens Paiva bebum, descamisado e com uma cara muito sapeca no meio do bloquinho;
1º- Tomar banho de purpurina azul que na verdade era pó de pirilim-pim-pim pois me devolveu toda a energia para o Carnaval já perdida há dias;
1º- Dançar diminutivos muito queridos: Dominguinhos e Gonzaguinha;
1º- Ser mais uma vez personagem de uma sincronicidade absurda que ainda precisa de mais uns 10 Carnavais para ser compreendida;
1º- Chamarem Otto pra subir no Trio e ele nunca mais descer;
1º- Cantar "Ereção" para o Rubinho Jacobina;
(tem mais...)
E não consigo enumerar por ordem de preferência, então os acontecimentos ficam assim, todos em primeiro lugar.
----------------------------------------
Versinho da Volta
E a viagem feita com o coração apertado,
O dinheiro contado e o humor alterado,
Acabou tendo seu fim por cinco dias adiado.
(tudo culpa do localizador - VGFJ6E - decorado)
E desse tempo esticado ficaram:
Um encontro marcado, um reencontro frustrado,
Um Jeneci(CD) autografado, um Cartola(LP) comprado,
Um banho de cachoeira tomado, um amigo consolidado,
Enfim, um Carnaval, modéstia à parte, muito bem aproveitado.
=)
Fosse eu duas, pulava era os dois carnavais
Mas como umazinha que sou e na falta de muitos reai$
Recife e Olinda ficaram para a próxima
Me encontrem em Ipanema, na Vinícius de Moraes.
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Versinho de Circo
A razão para a existência da Orquestra Imperial
É mesmo o Circo Voador e o seu Baile de Carnaval.
Sem Amarante, Max Sette e Moreno Veloso
Tapavam buracos: marido de Regina Casé e um crooner misterioso.
Thalma, Jacobina, Domênico e Kassim são mais que suficientes.
Sinceramente, nem percebi que a Nina não estava presente.
Lembro que Fernanda Torres pulava freneticamente fantasiada de Vani
E por alguma razão queríamos porque queríamos que a Thalma cantasse Gaby.
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Rapidinhas:

Matemática: 02 garrafas de vodka divididas por 04 mocinhas é uma conta que não deve mais se repetir para a felicidade geral da nação das moças de boa família.
Ideia fixa de se fantasiar de noiva no Carnaval não costuma terminar bem e ainda é provável que camufle algum daqueles desejos contidos que usualmente levam as moças à terapia.
Aquela máxima de que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço: arquibancada popular da Sapucaí está aí pra relativizar a Física.
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Novo dito popular:
"Faca de cozinha não serve nem para rasgar suspensório de palhaço"
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Palavra do Carnaval = Piúba
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Dança do Carnaval = Magaly
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Lugar do Carnaval = Praça São Salvador
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Cena do Carnaval = Volta da Sapucaí, pós desfile da Beija-Flor. Metrô lotado. Muito. Abarrotado. Gente cansada, fantasiada, bêbada, dormindo, de tudo um pouco. 8hs da manhã. Porrada entre duas mulheres. Puxão de cabelo. Arranhão. Uma carioca x Uma turista. E um ser humano vestido de KIKO (aquele, amigo do Chaves) tentando apartar.
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Diálogos:
No bar (todas de head-band):
- Moço cadê minha vodka? Eu já te entreguei o ticket.
- Não entregou, não. Quem entregou foi ela.
- Ela TAMBÉM. Mas eu já entreguei meu ticket e quero a minha vodka.
- Desculpa é que eu fico confuso com tanta menina com esse troço na testa.
- Ah, e por causa disso tu ficas goiaba?
No taxi:
- Ih, fiz uma corrida com esse taxista ontem, ele é um estúpido.
- Blá, blá, blá, blá, blá (gritinhos, risadas etc).
- Fica quieto que esse taxista é nazista.
- Quê? Passista?
- Fala baixo, pô. Na-zis-ta.
- Anh? Passiva?
- Ai meodeus, NAZISTA!
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Lista das coisas mais bacanas que aconteceram no "Me Beija Que Eu Sou Cineasta":
1º- Encontrar Marcelo Rubens Paiva bebum, descamisado e com uma cara muito sapeca no meio do bloquinho;
1º- Tomar banho de purpurina azul que na verdade era pó de pirilim-pim-pim pois me devolveu toda a energia para o Carnaval já perdida há dias;
1º- Dançar diminutivos muito queridos: Dominguinhos e Gonzaguinha;
1º- Ser mais uma vez personagem de uma sincronicidade absurda que ainda precisa de mais uns 10 Carnavais para ser compreendida;
1º- Chamarem Otto pra subir no Trio e ele nunca mais descer;
1º- Cantar "Ereção" para o Rubinho Jacobina;
(tem mais...)
E não consigo enumerar por ordem de preferência, então os acontecimentos ficam assim, todos em primeiro lugar.
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Versinho da Volta
E a viagem feita com o coração apertado,
O dinheiro contado e o humor alterado,
Acabou tendo seu fim por cinco dias adiado.
(tudo culpa do localizador - VGFJ6E - decorado)
E desse tempo esticado ficaram:
Um encontro marcado, um reencontro frustrado,
Um Jeneci(CD) autografado, um Cartola(LP) comprado,
Um banho de cachoeira tomado, um amigo consolidado,
Enfim, um Carnaval, modéstia à parte, muito bem aproveitado.
=)
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sábado, 19 de março de 2011
O Dramin, o Rio e o Ondjaki
Talvez eu já tenha perdido o "timing" de contar do Carnaval. Mas é que rendeu assunto/risada/lição pra mais de dez feriados. Acho que vale a pena guardar na memória (aqui denominada blog) em forma das Tirinhas Carnavalescas, tal qual o ano passado (ê saudade do Récife!). Vou fazer. Num próximo post. Porque esse, de tirinha, nada tem.
É que tava aqui lembrando do quanto me faltava espírito carnavalesco enquanto rumava ao RJ. E aí tomei um dramin para apagar e acordar lá no Galeão pronta para ser contaminada pelos fanfarrões ao redor.
Acontece que no meio do caminho havia Fortaleza. Havia duas horas no aeroporto de Fortaleza no meio do caminho. Dopada, não conseguia manter a cabeça ereta. Muito menos os olhos abertos. E me apavorava com a ideia de perder o voo e passar o carnaval no Beach Park. Pensei em escrever num papel o numero do voo, horário e destino para que algum bom samaritano me acordasse para o embarque. Não tinha forças pra escrever. E decidi que era exagero. Não era: num acordar sobressaltado entrei na fila do embarque de um voo para Campinas. Fui barrada, ufa! Ainda preferiria o Beach Park.
Alcançado o destino correto, um pouco grogue mas já bem dona de mim, uma fatia de escola de samba me recebe no desembarque. Putz, não fui contaminada. Achei a mulata feia, as roupas de mau-gosto, a bateria descompassada. Problemão!
Mas o Rio, sábio, macaco-velho, cheio de manha, tascou na minha frente um dos meus escritores "nova-safra" favoritos: Ondjaki, fofo, angolano, por quem tenho enorme carinho e de quem levava um livro na bolsa que pretendia ler na viagem, pretensão frustrada pelo dramin. Sentei ao lado dele pra esperar o ônibus e enquanto ele fumava um cigarro que não me incomodou, eu ri de canto de boca já contaminada pela receptividade personalizada do Rio de Janeiro.
No ônibus, fui lendo Ondjaki atééééé Copacabana, e ele me disse assim ó:
"Sabes o que é não sentir o coração e sentir o coração, tud' uma batida só, sangue leve no peito e lágrimas limpas a escorrer? Faz conta foste na pesca, rede e tudo, e em vez do peixe grande meteste a rede na água e te veio uma nuvem? Se é impossível? Eu sei lá, avilo, eu sei lá... Desde candengue que ando então a ver as nuvens dançar nas peles do mar, e me pergunto: assim calminho, liso tipo carapinha com desfrise, o mar não tem as nuvens dele também? De onde eu venho é muito longe, por isso, juro mesmo, nasci de novo. Vou te confessar: espanto é só aquilo que ainda nunca tínhamos vivido com a nossa pele!
Avilo, desculpa tanta filosofia, o que tenho é sede mesmo.
Num tenho dinheiro, num vale a pena te baldar. Mas, epá, vamos só desequilibrar umas birras (cervejas); sentas aí, nas calmas, eu te pago em estória, isso mesmo, pura estória daquelas com peso de antigamente, nada de invencionices de baixa categoria, estorietas, coisas dos artistas: pura verdade, só acontecimentos factuais mesmo. A vida não é um carnaval? Vou te mostrar alguns dançarinos, damos e damas, diabo e Deus, a maka da existência."
Duas primeiras lições do Carnaval:
1 - Dramin, nunca mais;
2 - O Rio tem todas as manhas pra me conquistar, até quando eu ACHO que estou difícil!
É que tava aqui lembrando do quanto me faltava espírito carnavalesco enquanto rumava ao RJ. E aí tomei um dramin para apagar e acordar lá no Galeão pronta para ser contaminada pelos fanfarrões ao redor.
Acontece que no meio do caminho havia Fortaleza. Havia duas horas no aeroporto de Fortaleza no meio do caminho. Dopada, não conseguia manter a cabeça ereta. Muito menos os olhos abertos. E me apavorava com a ideia de perder o voo e passar o carnaval no Beach Park. Pensei em escrever num papel o numero do voo, horário e destino para que algum bom samaritano me acordasse para o embarque. Não tinha forças pra escrever. E decidi que era exagero. Não era: num acordar sobressaltado entrei na fila do embarque de um voo para Campinas. Fui barrada, ufa! Ainda preferiria o Beach Park.
Alcançado o destino correto, um pouco grogue mas já bem dona de mim, uma fatia de escola de samba me recebe no desembarque. Putz, não fui contaminada. Achei a mulata feia, as roupas de mau-gosto, a bateria descompassada. Problemão!
Mas o Rio, sábio, macaco-velho, cheio de manha, tascou na minha frente um dos meus escritores "nova-safra" favoritos: Ondjaki, fofo, angolano, por quem tenho enorme carinho e de quem levava um livro na bolsa que pretendia ler na viagem, pretensão frustrada pelo dramin. Sentei ao lado dele pra esperar o ônibus e enquanto ele fumava um cigarro que não me incomodou, eu ri de canto de boca já contaminada pela receptividade personalizada do Rio de Janeiro.
No ônibus, fui lendo Ondjaki atééééé Copacabana, e ele me disse assim ó:
"Sabes o que é não sentir o coração e sentir o coração, tud' uma batida só, sangue leve no peito e lágrimas limpas a escorrer? Faz conta foste na pesca, rede e tudo, e em vez do peixe grande meteste a rede na água e te veio uma nuvem? Se é impossível? Eu sei lá, avilo, eu sei lá... Desde candengue que ando então a ver as nuvens dançar nas peles do mar, e me pergunto: assim calminho, liso tipo carapinha com desfrise, o mar não tem as nuvens dele também? De onde eu venho é muito longe, por isso, juro mesmo, nasci de novo. Vou te confessar: espanto é só aquilo que ainda nunca tínhamos vivido com a nossa pele!
Avilo, desculpa tanta filosofia, o que tenho é sede mesmo.
Num tenho dinheiro, num vale a pena te baldar. Mas, epá, vamos só desequilibrar umas birras (cervejas); sentas aí, nas calmas, eu te pago em estória, isso mesmo, pura estória daquelas com peso de antigamente, nada de invencionices de baixa categoria, estorietas, coisas dos artistas: pura verdade, só acontecimentos factuais mesmo. A vida não é um carnaval? Vou te mostrar alguns dançarinos, damos e damas, diabo e Deus, a maka da existência."
Duas primeiras lições do Carnaval:
1 - Dramin, nunca mais;
2 - O Rio tem todas as manhas pra me conquistar, até quando eu ACHO que estou difícil!
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sábado, 5 de fevereiro de 2011
Palavra de Rainha
A menina conseguiu o número do celular do Presidente do Clube. Ligava insistentemente e dizia que queria ser Rainha. O Presidente, não muito paciente, disse-lhe que ela devia ser indicada por uma agência, "não é assim, eu quero e pronto, minha filha", haveria uma pré-seleção no clube. Mas a menina não conhecia ninguém. Só tinha o telefone do Presidente. E seguiu ligando. "Seu Fulano, o senhor não tá entendendo. Eu vou ser a Rainha! Eu só preciso ser a escolhida do clube, porque se eu tiver clube, eu vou ser a Rainha das Rainhas".O impaciente (e, a essa altura, já implicante) Presidente entrou em contato com uma agência e pediu que recebessem a menina, mas já guardou-lhe o nome na cabeça para um eventual boicote. Menina impertinente! Aliás, baixinha, não tãããão bonita assim, e impertinente!
No dia da pré-seleção, a pequena liga de novo. "É que eu quero o meu biquine com antecedência. Tem que ser o mais bonito e vou fazer a maquiagem conforme a cor dele, blábláblá". Venceu pelo cansaço. Escolheu o biquine. E o Presidente impaciente-implicante já sublinhava em vermelho o nome dela na sua lista negra mental.
Eram 11 meninas. Ela não era a mais bonita. Ou era? Talvez nem a segunda mais bonita. Ou não? Parece que não seria preciso intervir. Ou seria? Deixasse nas mãos dos jurados. Acontece que a menina, a baixinha impertinente, estava mesmo decidida a ser Rainha, e entrou Rainha, com a maquiagem composta com o biquine mais bonito, cheia de garbo, e apagou todas as outras. A decisão dos jurados foi unânime. Inquestionável. E a menina olhou pro Presidente com aquela cara de "Eu disse!". E o Presidente já olhou para a menina com outros olhos: "Será?".
Tá. Mas a parte mais bacana da história vem agora. Segue o diálogo da última ligação da menina impertinente ao, agora, empolgado Presidente:
"Seu Fulano, tem um problema que a gente tem que resolver. Eu não tenho vergonha de onde eu moro, muito pelo contrário, tenho orgulho da minha origem humilde. Mas é que minha casa é muito pequena, o lugar é meio perigoso, o acesso é difícil. Aí, eu tava aqui pensando em como é que os repórteres vem filmar meu café da manhã? Será que a gente pode fazer o café da manhã no clube? O senhor não acha melhor?"
[Explica-se: É que no dia seguinte ao concurso, uma equipe de TV vai à casa da VENCEDORA acompanhar o 1º dia da nova Rainha das Rainhas do Carnaval Paraense, faz entrevista durante o café da manhã e depois passa tudinho no Jornal local]
"Mas menina, como é que tu já estás pensando no café da manhã do dia seguinte ao concurso? Falta mais de um mês! Fantasia ainda nem tá pronta..."
"É que eu já disse pro senhor que eu vou ser a Rainha!"
-----------------------------------------------------------------
NOTAS:
1- Pra quem não sabe o que é o concurso "Rainha das Rainhas do Carnaval Paraense": http://pt.wikipedia.org/wiki/Rainha_das_Rainhas_do_Carnaval_de_Bel%C3%A9m
2- Faltam 20 dias pro concurso. No dia seguinte, independente do resultado, divulgo clube e candidata personagens do post. Se o Presidente permitir, é claro.
3- Juro que se essa menina ganhar vou lá apertar-lhe a mão e pegar um cadinho dessa auto-confiança. E, olha, se ela não ganhar, também!
4- Adoro o Rainha das Rainhas, me divirto, simples assim. Adoro os códigos próprios, adoro os sobrenomes da high-society disputando faixa com as meninas impertinentes, adoro as coreografias e a paixão dos coreógrafos, adoro as rivalidades entre os clubes como se fosse futebol, e adoro toda essa cafonice cultural que deve mesmo ser incompreensível pra quem é de fora.
5- Não torço pra ninguém cair! (Mas que elas caem, ah, isso, caem)
1- Pra quem não sabe o que é o concurso "Rainha das Rainhas do Carnaval Paraense": http://pt.wikipedia.org/wiki/Rainha_das_Rainhas_do_Carnaval_de_Bel%C3%A9m
2- Faltam 20 dias pro concurso. No dia seguinte, independente do resultado, divulgo clube e candidata personagens do post. Se o Presidente permitir, é claro.
3- Juro que se essa menina ganhar vou lá apertar-lhe a mão e pegar um cadinho dessa auto-confiança. E, olha, se ela não ganhar, também!
4- Adoro o Rainha das Rainhas, me divirto, simples assim. Adoro os códigos próprios, adoro os sobrenomes da high-society disputando faixa com as meninas impertinentes, adoro as coreografias e a paixão dos coreógrafos, adoro as rivalidades entre os clubes como se fosse futebol, e adoro toda essa cafonice cultural que deve mesmo ser incompreensível pra quem é de fora.
5- Não torço pra ninguém cair! (Mas que elas caem, ah, isso, caem)
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Onze meses depois...
Dentre tantas coisas fantásticas e com sotaque que aconteceram no Carnaval do ano passado (Recife/Olinda-PE) teve uma que me deixou encafifada (desassossegada, em bom pernambuquês) esse tempo todo: Na porta de entrada da Festa "Sem Loção", um aviso em papel A4 feito às pressas (como se não houvesse muito tempo para impedir a tragédia) impresso em negrito, sublinhado e capslock com a frase "PROIBIDA A ENTRADA DE DEBORA SECCO".
Foram meses de elocubrações até aceitar que nem sempre saberemos os porquês das coisas - assim é a vida, meus senhores - e, enfim, me rendi ao riso pelo riso.
Por sorte e para a minha boa saúde, a curiosidade que há tanto vem matando o gato, nunca me matou. Ri. Na verdade, morri de rir. Fotografei. Espalhei a história. E deixei rolar...
E aí que às vesperas do aniversário de 01 ano da visão daquele aviso encafifante, Lelê, pernambucana, comunica às demais personagens que terá no Rio de Janeiro uma festa muito boa de Recife chamada "Sem Loção". Dou um pulo na cadeira! (Insertar um mini-flashback). Digo que fui àquela festa. Lá mesmo, em Recife. Isso! No Carnaval do ano passado. Lelê ri cinicamente, aquele riso de quem sabe das coisas: "Então, você foi na festa da Debora Secco?"
E finalmente eu soube.
Debora Secco estava na cidade para gravar um comercial qualquer (ou algo do tipo, isso não é importante para a trama) e soube que aconteceria a festa. Hype, descolada e alternativa, teria anunciado que pretendia por lá aparecer - o que foi publicado em alguma coluna, ou revista, ou espalhou-se mesmo no boca-a-boca de sotaques de "tês" e "dês" tão queridamente pronunciados. Os organizadores da "Sem Loção", preocupadíssimos com a boa reputação da festa, teriam tratado de tomar a urgente providência. E foi assim que afixou-se na porta de entrada o fantásTico aviso: PROIBIDA A ENTRADA DE DEBORA SECCO.
Se ela foi? Jamais saberemos...
Se ela soube? Tomara. Porque a história é tão boa, tão boa, que merece ser levada na esportiva.
Eu, livre da ignorância, quase um ano depois, ri tudo de novo!
Foram meses de elocubrações até aceitar que nem sempre saberemos os porquês das coisas - assim é a vida, meus senhores - e, enfim, me rendi ao riso pelo riso.
Por sorte e para a minha boa saúde, a curiosidade que há tanto vem matando o gato, nunca me matou. Ri. Na verdade, morri de rir. Fotografei. Espalhei a história. E deixei rolar...
[Corta a trilha sonora do frevo e do maracatu]
CENA: RIO DE JANEIRO. GERAIS. EXTERNAS. DIA/NOITE
Entra a trilha sonora do samba. Planos de paisagens do RJ. Anoitece na praia. O calçadão se ilumina. Corta para o Bairro de Botafogo. Bar lotado.
LEGENDA: Onze meses depois...
CENA: BOTECO SALVAÇÃO. INTERIOR. NOITE.
Mesa de bar. Noite festiva, animada. Maíra, Renata, Mari e Lelê comemoram o aniversário de Danielle. Todas bebem, felizes. (E o que mais a direção imaginar)
CENA: RIO DE JANEIRO. GERAIS. EXTERNAS. DIA/NOITE
Entra a trilha sonora do samba. Planos de paisagens do RJ. Anoitece na praia. O calçadão se ilumina. Corta para o Bairro de Botafogo. Bar lotado.
LEGENDA: Onze meses depois...
CENA: BOTECO SALVAÇÃO. INTERIOR. NOITE.
Mesa de bar. Noite festiva, animada. Maíra, Renata, Mari e Lelê comemoram o aniversário de Danielle. Todas bebem, felizes. (E o que mais a direção imaginar)
E aí que às vesperas do aniversário de 01 ano da visão daquele aviso encafifante, Lelê, pernambucana, comunica às demais personagens que terá no Rio de Janeiro uma festa muito boa de Recife chamada "Sem Loção". Dou um pulo na cadeira! (Insertar um mini-flashback). Digo que fui àquela festa. Lá mesmo, em Recife. Isso! No Carnaval do ano passado. Lelê ri cinicamente, aquele riso de quem sabe das coisas: "Então, você foi na festa da Debora Secco?"
E finalmente eu soube.
Debora Secco estava na cidade para gravar um comercial qualquer (ou algo do tipo, isso não é importante para a trama) e soube que aconteceria a festa. Hype, descolada e alternativa, teria anunciado que pretendia por lá aparecer - o que foi publicado em alguma coluna, ou revista, ou espalhou-se mesmo no boca-a-boca de sotaques de "tês" e "dês" tão queridamente pronunciados. Os organizadores da "Sem Loção", preocupadíssimos com a boa reputação da festa, teriam tratado de tomar a urgente providência. E foi assim que afixou-se na porta de entrada o fantásTico aviso: PROIBIDA A ENTRADA DE DEBORA SECCO.
Se ela foi? Jamais saberemos...
Se ela soube? Tomara. Porque a história é tão boa, tão boa, que merece ser levada na esportiva.
Eu, livre da ignorância, quase um ano depois, ri tudo de novo!
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
TIrinhas Carnavalescas
2 - Aquele guarda-chuva coloridinho de frevo não é mero adereço carnavalesco. Ele é a única sombra-amiga-companheira possível duranTE várias horas. Bloqueador solar pra acompanhar, não custa.
3 - Quem é que pode dizer que já levou uma bofetada de um Boneco de Olinda? Não, não é pra qualquer um. E DIgo mais: vai ter mão pesada assim lá na Ladeira da MisericórDIa!
4 - Atenção! Ali pelo Largo de São Bento, quarteirão da Prefeitura de Olinda existe um buraco negro, um Triângulo das Bermudas, uma Ilha de Lost, ou qualquer coisa do gênero. Não marque encontros por ali, vai por mim!
5 - ExisTE um botão coleTIvo que é, de alguma forma, acionado todas as vezes que toca a Vassourinha e faz as pessoas pularem. Não importa quantas vezes ao DIa toque, não importa há quantas horas você está em pé. Vassourinha+Botão= Pulos.
6 - Conselhos de pernambucanos devem ser levados a sério: "Moço, como eu chego no supermercado?". Play no sotaque: "Ólhi, minha filha, você tá vendo esse caminho aqui? Pois siga. Pegue seu DÉsTIno e vá. Mar-num-saia-do-seu-DÉsTIno por nada nesse mundo, que você chega lá!". Imagina se ao invés do caminho do supermercado fosse perguntado o caminho a seguir na vida!
7- Ouvir a galera gritar em bom pérnambuquês pela Gabi Amaranto, no Rec Beat, não tem preço. Hahahahah. "DIva, DIva, DIva...". Quem precisa da Beyoncé?
8 - O Galo da Madrugada é uma experiência antropológica. PrincipalmenTE se você está no camarote do PCdoB localizado em um Motel. É!
9 - Paira no ar, o tempo todo, um conviTE irrÉsisTÍvel ao entorPÉcimento. Fato.
10 - Ir a uma balada chamada "Que Putz, Sem Loção" e se deparar com um cartaz na portaria com os DIzeres "Proibida a entrada de Débora Secco" é o tipo de coisa que só o Recife faz por você.
11 - É de uma generosidade sem tamanho dos deuses do Carnaval permitir que uma alérgica à cerveja beba intensamente por 3 dias sem qualquer reação (Skol a R$1,00!!!). Passei ao Ice nos últimos dias sem birra.
12 - Por mais fundo que se cave o prato de macaxeira da Casa de Noca, ela não acaba nunca!
13 - Desfaz-se o mito: é possível dançar frevo! Desde que em slow motion.
Obs: a lista de TIrinhas poderá crescer conforme a memória se restabelecer.
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Que se chamava Carnaval, Carnaval, Carnaval...
Ao som dos clarins de momo
O povo aclama com todo andor
O elefante exaltando as suas tradições
E também seu esplendor
Olinda, este meu canto
Foi inspirado em teu louvor
entre confetes, serpentinas, venho te oferecer
Com alegria o meu amor
Olinda, quero cantar
À ti, esta canção
Teus coqueirais, o teu sol, o teu mar
Faz vibrar meu coração
De amor a sonhar, minha Olinda sem igual
Salve o teu carnaval
*a ideia era substituir a musica por um post digno do Carnaval. Mas a música é hino, e fica. Outro post virá! :-)
*a ideia era substituir a musica por um post digno do Carnaval. Mas a música é hino, e fica. Outro post virá! :-)
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Peraltices carnavalescas
Domingo de Carnaval, Rio de Janeiro - Capítulo 1
Amanheceu um dia tímido, sol escondido, nuvens atrapalhando o azul. Não era o cenário típico do dia maluco-colorido-folião que viria pela frente. E quem é que precisa de cenário extra quando se está no Rio de Janeiro, não é mesmo??
Um café com leite e um mixto quente rapidinho pra não perder mais tempo e rumo aos bloquinhos!
Ah, agregou-se uma Renata a mais, achada no calçadão de Ipanema, toda Rainha da Praia (rá!).
Devassa de Ipanema. Chopps ruivos, lógico. Um caldinho de feijão dividido por três (uma Maíra e duas Renatas, já disse.). Aqueles velhos planos de se mudar, aqueles velhos papos sobre futuro típicos dos que passaram dos 25, enfim, É CARNAVAL!
O Bloquinho se chamava "Que Merda é Essa?". Isso porque ele faz o caminho contrário ao do "Simpatia É Quase Amor" e como é muito menor que este, atrapalha e causa aquela expressão. Nem preciso dizer que o histórico do bloco logo nos conquistou.
E o samba do Bloco, o "Por que não te callas?"?!. Não tenho nem palavras, olha:
"Tú é muleke, muleke/É ACM esculachando o beuzebu
O nosso samba, antes que reclames/Não é pra ti, oh Piovani
Fraude no xixi, é treta Rebeca/Romário escondendo a careca
Mas se tomar o café do Dodô/Obina é melhor que o Eto'o
Boi-da-cara-preta na fazenda do Renan/Bota o Senado na cadeia ou no divã
Água sanitária no leitinho das crianças/CPMF já virou lembrança
Por quê no te callas?/É o que eu canto à beça
A gente se resolve é na conversa/Mas uma pergunta nunca falha: Que merda é essa?"
No meio de tudo isso, gravatas, perucas, narizes de palhaço e 3 skols por 5 reais, surge uma plaquinha alegórica do Bloco em nossas mãos: "Por que no te callas Galvão Bueno?". Hahahahahaha. Maior sucesso, muitas amizades feitas por conta do Seu Galvão.
E aí surge aquele espírito-de-porco-brincalhão que só precisava encontrar uma espírito-de-porco-brincalhona (eu!) com a notícia: "O Galvão Bueno tá num restaurante ali na esquina. Topa levar a placa lá?". Opa, ofereceu banana pro macaco né... Lá fomos nós!
E aí surge aquele espírito-de-porco-brincalhão que só precisava encontrar uma espírito-de-porco-brincalhona (eu!) com a notícia: "O Galvão Bueno tá num restaurante ali na esquina. Topa levar a placa lá?". Opa, ofereceu banana pro macaco né... Lá fomos nós!
Posicionado numa mesa estratégica, de frente pra rua, lá estava Galvão Bueno, tranquilo, almoçando. E começa a passar, de um lado para o outro, uma menina peralta com gravata e nariz de palhaço, com sua plaquinha: "Por que no te callas, Galvão Bueno?".
Muitos risos, muitos risos, muitas fotos, pouca vergonha (senvergonha!).
E uma salva de paaaaaalmas para as peraltices de Carnavaaaaaaaal.
Galvão, ufa, levou na esportiva. Riu, bateu palmas, até posou pra foto. Entendeu que era brincadeirinha de Carnaval.
Mas Seu Galvão, o Senhor sabe né? Toda brincadeira tem seu fundinho de verdade, sei lá...
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Rio de Janeiro
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
"Não me leve a mal, pois é Carnaval"
"Depois de sair nos principais jornais do Brasil e do mundo, o Filhos de Glande agora vai sair onde mais gosta: nas ruas de Belém.
Arre, finalmente o ano vai começar!
Arre, finalmente o ano vai começar!
Já devidamente vacinado contra febre-amarela, o bloco carnavalesco cultura e anti-monotonia Filhos de Glande dá uma sambadinha, rodopia e avisa: 2008 só começa depois que as glandes passarem.
O circuncidado desfile do bloco é neste domingo, dia 27, com concentração a partir das 15 hs, na Praça do Arsenal.
Respeitado por ser um dos blocos mais antigos do carnaval paraense, com 1 ano de vida, o Filhos de Glande promete enlouquecer seus foliões com muita marchinha, frevo, samba e palavras de apoio.
(...)
Quem quiser comprar a cultuada camiseta do bloco, que custa 15 reais, tem que fazer correndo a sua reserva no e-mail filhosdeglande@gmail.com. “As camisas estão lindas, estamos recebendo pedidos do mundo inteiro, pena que só sabemos falar português”, lamenta um dos membros."
O circuncidado desfile do bloco é neste domingo, dia 27, com concentração a partir das 15 hs, na Praça do Arsenal.
Respeitado por ser um dos blocos mais antigos do carnaval paraense, com 1 ano de vida, o Filhos de Glande promete enlouquecer seus foliões com muita marchinha, frevo, samba e palavras de apoio.
(...)
Quem quiser comprar a cultuada camiseta do bloco, que custa 15 reais, tem que fazer correndo a sua reserva no e-mail filhosdeglande@gmail.com. “As camisas estão lindas, estamos recebendo pedidos do mundo inteiro, pena que só sabemos falar português”, lamenta um dos membros."
Aprendendo a marchinha:
FILHOS DE GLANDE 2008
Vou entrar, entrar, entrar, ôôô
Vou entrar, entrar, entrar, ôôô
De cabeça na folia
Eu sou Filho de Glande, meu amor
Vou espalhar minha alegria
Hay que endurecer
Vou espalhar minha alegria
Hay que endurecer
E espantar o baixo astral
Até o Che Guevara (lá de cuba)
Vem pular o carnaval
A minha glande é popular
A minha glande é popular
Você aí vem aqui brincar
A minha glande é popular
A minha glande é popular
Você aí vem aqui brincar
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